Professores da rede pública do DF entram em greve na segunda-feira

Categoria exige equiparação salarial com outras carreiras de ensino superior

Agência Brasil,

08 Março 2012 | 18h19

Cerca de 12 mil professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram em assembleia, por ampla maioria, entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira. Os professores exigem equiparação média salarial com outras carreiras de ensino superior do próprio governo da unidade.

 

Representantes da comissão de negociação dos professores se reuniram na quarta-feira, 7, com a secretarias de Administração, Educação, Fazenda e Planejamento na tentativa de chegar a um acordo, mas isso não ocorreu. O governo alega que não pode conceder aumento de salário para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que define o teto de comprometimento das receitas com a folha de pessoal. O Distrito Federal alcançou 46,1% de comprometimento, dos 46,55% permitidos pela lei.

 

A diretora da Comissão de Negociação do Professores, Rosilene Corrêa, disse que haverá aulas para os alunos da rede pública até sexta-feira, 9, e que a categoria está preparando assembleias para explicar a greve à comunidade escolar. "As aulas vão até amanhã em todas as escolas. A greve só terá inicio na segunda-feira (12), após cumprido o prazo jurídico. Vamos realizar assembleias regionais para tranquilizar pais e alunos."

 

Ainda de acordo com Rosilene, os grevistas querem negociar com o governo para que os alunos não sejam prejudicados pela greve. "Queremos sentar com o governo para encontrar o melhor caminho à equiparação salarial. Estamos na expectativa de que o governo negocie, apresente um proposta que valorize a categoria para voltarmos o quanto antes para a sala de aula".

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