Professores da rede municipal fazem ato na frente da Prefeitura

Docentes reivindicam reajuste salarial de 25%, maior que os 10% propostos por Haddad; greve foi adiada mas não está descartada

O Estado de S. Paulo

07 Maio 2015 | 17h02

SÃO PAULO - Professores da rede municipal de ensino de São Paulo fizeram uma assembleia na frente da Prefeitura, no centro da capital, na tarde desta quinta-feira, 7. Eles discordam da proposta de aumento salarial de 10% no piso a partir de outubro, feita pela gestão do prefeito Fernando Haddad. Os professores querem reajuste de 25% já neste mês.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) estimou entre 1,5 mil e 2 mil o número de pessoas que participaram do ato, enquanto a Polícia Militar contabilizou 400.

Os docentes disseram que não excluem a possibilidade de greve mas que ela está adiada por ora. Uma nova assembleia foi marcada para o mesmo local no dia 15 de maio.

Histórico. Depois de enfrentar duas greves longas nos dois primeiros anos de mandato, a gestão Haddad apresentou proposta de aumento antes de haver um movimento grevista. Nos anos anteriores, a Prefeitura havia apostado que o pagamento de incorporações seriam suficientes.

A capital ofereceu 10% de aumento em forma de abono, a serem pagos em outubro e incorporados em 2017. A incorporação de 5,5% neste mês, conquistados após greve de 2014, está garantida, bem como outras duas no próximo ano. Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem diz que negocia a proposta, mas discorda dela. “A incorporação deve ser até 2016, não no outro mandato.”

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