Rafael Arbex / ESTADÃO
Rafael Arbex / ESTADÃO

Professores da rede estadual mantêm greve e protestam em SP

PM faz cordão de isolamento em todo o prédio da secretária estadual de Educação, após tentativa de invasão na quinta-feira

Isabella Palhares, O Estado de S. Paulo

24 de abril de 2015 | 17h17

SÃO PAULO - Os professores da rede estadual de São Paulo aprovaram em assembleia nesta sexta-feira, 24, a continuidade da greve, que começou no dia 16. Após a reunião, os manifestantes seguiram em marcha pelas ruas do centro da capital paulista e chegaram a fechar a Rua da Consolação e a Avenida Ipiranga. 

Depois de uma tentativa de invasão ao prédio da secretária estadual de Educação na última quinta-feira,  a Polícia Militar faz um cordão de isolamento em todo o prédio. Manifestantes dizem que vão "abraçar" o prédio. 

A direção da Apeoesp - principal sindicato da categoria - calcula que 50 mil pessoas participem do protesto. Já a PM informou que o ato conta com cerca de 15 mil pessoas.


O professor de matemática Ailton Alcântara, de 40 anos, disse que lamenta o sucateamento da educação no Estado. "Os salários são baixos, as salas superlotadas. É o legado para as próximas gerações". 

Lúcia de Oliveira, professora de português, disse estar cansada da desvalorização que sofre.  "Tenho alunos no ensino médio que ganham mais do que eu".


Tudo o que sabemos sobre:
Educaçãogreve dos professores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.