DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Professores da rede estadual decidem manter greve

Grupo bloqueou a Avenida Paulista e fechou a Marginal do Pinheiros

Luiz Fernando Toledo e Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 16h56

Atualizada às 20h16

SÃO PAULO - Cerca de mil professores da rede estadual em greve, segundo a Polícia Militar, aprovaram a continuidade da paralisação em assembleia nesta sexta-feira, 8, no vão livre do Museu de Arte em São Paulo (Masp). 

Os docentes, liderados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), estão paralisados desde o dia 16 de março e pedem 75,33% de reajuste, além de melhorias nas condições de trabalho. 

Os manifestantes chegaram a ocupar totalmente o sentido Consolação da Avenida Paulista. Depois, desceram a Avenida Rebouças, enquanto a Tropa de Choque protegia concessionárias para evitar a aproximação do grupo. 

Por volta das 19h05, eles ocuparam totalmente a Marginal do Pinheiros, enquanto veículos trafegavam em alta velocidade. A via foi bloqueada no sentido Cebolão. "A gente fez a passeata e ocupou a Marginal. Mostramos resistência e que essa greve tem força para continuar", disse Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp. 

Às 20h, a pista expressa da Marginal foi liberada e parte dos professores começou a se dispersar. Um grupo, no entanto, ainda segue em direção ao Largo da Batata. 


A categoria já marcou uma nova assembleia para a próxima sexta-feira, 15, aprovou a manutenção do acampamento de professores em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEE) e disse que terá uma reunião com a pasta na próxima semana. 

Nesta quinta, a Justiça decidiu que o corte de salário dos professores em greve é ilegal. Na marcha desta sexta, uma professora, que pediu para não ser identificada, mostrou o holerite à reportagem do Estado. Pelos 17 dias em greve no mês de março, teve um corte de R$ 1.922,32. "Mas continuo em greve", disse.

A gestão do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) considera a  negociação salarial "extemporânea" e ressalta que a categoria tem o maior piso do País - cerca de  R$ 2.400 -, além de afirmar que nos últimos quatro anos houve aumento de 45% nos salários. Alckmin já cortou parte da remuneração dos professores paralisados no mês de maio, medida suspensa em liminar da Justiça (decisão temporária) a pedido da Apeoesp. 

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