DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Professores da rede estadual de SP decidem adiar greve

Categoria, que pede reajuste salarial, espera reunião com o secretário José Renato Nalini, marcada para o dia 23

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2016 | 17h17

SÃO PAULO - Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram adiar a decisão de entrar em greve. Em assembleia realizada nesta sexta-feira, 29, pela Apeoesp, principal sindicato da categoria, eles decidiram esperar até o próximo dia 24 para definir o início da greve. Na última assembleia, no dia 8, a categoria decretou estado de greve, indicando que poderia iniciar a paralisação a qualquer momento.

Segundo Maria Izabel Noronha, presidente do sindicato, os professores querem esperar por uma reunião com o secretário da educação, José Renato Nalini, marcada para o dia 23. Neste encontro, Nalini deve apresentar uma proposta de reajuste. Segundo ela, a categoria espera que o secretário tenha uma posição "taxativa".

"Os professores enfrentaram no ano passado uma greve muito longa (90 dias de paralisação, que foi a maior greve da história) e agora querem esperar para iniciar a greve em um momento certo. Mas a mobilização é grande", disse Maria Izabel.

A categoria está sem reajuste salarial desde junho de 2014. Eles pedem a reposição salarial do período, de 16,6%, e valorização salarial. No ano passado, os professores fizeram a maior greve da história, com paralisação de 90 dias e, mesmo assim, ficaram sem reajuste.

Nalini, no entanto, já afirmou diversas vezes que, por causa da crise financeira, o Estado de São Paulo não teria condições de dar aumento à categoria.

Nesta sexta-feira, a Secretaria Estadual da Educação anunciou hoje a abertura de um concurso para 1.878 diretores escolares, uma demanda antiga dos sindicatos da categoria. A secretaria também liberou a contratação de 2 mil professores temporários. 

Protesto. Os professores, que se reuniram por volta das 15h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, decidiram seguir em passeata para a sede do Centro Paula Souza, na Luz, que foi ocupada por estudantes nesta quinta-feira, 28. 

"Estudantes e professores estão juntos na luta contra a precarização da educação", disse a presidente. De acordo com Maria Izabel, cerca de 3 mil professores participaram da assembleia desta sexta-feira. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.