Professores consideram prova de português da Fuvest fácil

A prova cobrou conhecimento sobre todas os livros obrigatórios; por outro lado, redação é considerada 'complexa'

Mariana Mandelli, Elida Oliveira e Fernanda Fava, O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2010 | 13h43

Candidatos e professores de cursinho consideraram a prova de português previsível. No ano em que a Fuvest modificou a estrutura da segunda fase, a opinião dos alunos e docentes é que o exame de língua portuguesa manteve o mesmo padrão de edições anteriores. "A Fuvest tem um perfil recorrente de questões de gramática e interpretação de texto", afirma o professor do Objetivo Nelson Dutra. Ele citou como exemplos perguntas que abordaram informalidade (número 2) e ambiguidade (número 5). Elas pedem para que o candidato reescreva os trechos. As questões de literatura abrangeram todas as obras obrigatórias. "O que não caiu na primeira fase, apareceu agora. Isso valoriza o aluno que estudou", falou Cristiane Bastos, do Cursinho da Poli. O tema da redação foi considerado complexo. A prova pedia que o aluno dissertasse sobre a imagem e a representação da realidade, escolhendo entre o seguintes enfoques: pessoas, fatos, livros, instituições ou situações. "O candidato deveria entender a imagem não como texto visual, mas como representação de algo", disse Eduardo Calbucci, professor do Sistema Anglo de Ensino. "A possibilidade de fugir do tema não é pequena", falou Cristiane. Os alunos também acharam a redação complicada. "O assunto era abrangente demais, muito subjetivo", afirma Gustavo Lopes, de 17 anos, que teme ter fugido do tema. Já o conteúdo foi considerado dentro do esperado. "Não estava difícil, só tinha algumas perguntas mais trabalhosas", afirma Bruno Martinucci, de 19 anos, candidato a uma vaga em Ciências Biológicas. Para ele, a questão 8, que pedia para se relacionar duas entre quatro obras literárias obrigatórias com a ideia de doutrinar, foi a que exigiu mais atenção.

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