Professores comentam 3º dia de vestibular da Unesp

Questões tiveram bons textos de apoio e cobraram capacidade de análise dos candidatos

Ana Bizzotto, Especial para O Estado de S. Paulo

07 Julho 2009 | 18h44

As provas de língua portuguesa e redação do último dia do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) tiveram textos longos e exigiram boa capacidade de análise dos candidatos, segundo professores dos cursinhos Objetivo e Poli. Dos 7.940 estudantes inscritos, 694 não compareceram neste terceiro dia de provas, o que corresponde a 8,7% de abstenção.   "A prova de língua portuguesa foi bastante coerente. Um exame como esse não deve exigir um especialista em língua e literatura, mas sim um aluno que tenha boa capacidade de leitura, interpretação e redação. Nesse sentido, a prova foi muito razoável", avalia o professor Laudemor Guedes, do Curso e Colégio Objetivo.    "As questões foram fáceis, mas isso é positivo, pois dá segurança para o candidato demonstrar sua capacidade redacional. Foi uma prova objetiva, sem pegadinha. É o que se espera de um exame como esse: avaliar a capacidade de expressão e de síntese do estudante", opina o professor de língua portuguesa e literatura do Cursinho da Poli, Roberto Juliano.    Veja a prova do último dia da Unesp   A professora de redação do Objetivo, Maria Aparecida Custódio, gostou do tema da redação, que propõs uma discussão sobre a invasão de privacidade relacionada às inovações tecnológicas. "Foi uma escolha feliz, pois os jovens são os que mais dominam e mais utilizam essa ferramenta. E a Unesp oferece bons textos de apoio, mais informativos que analíticos. Cabe ao candidato, a partir dessas informações, escrever um texto diferenciado, com uma linguagem apropriada e um vocabulário rico, que valorize o conteúdo."    O resultado do vestibular será divulgado no dia 22 de julho. A matrícula dos primeiros convocados será no dia 27.

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