Daniel Teixeira/AE
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Professora aposentada faz cursos livres há 16 anos

Cleonice Arroio de Almeida, de 70 anos, fala da experiência de estudar na terceira idade

Mariana Lenharo, do Jornal da Tarde,

30 Janeiro 2012 | 22h11

SÃO PAULO - Aos 54 anos, poucos meses depois de ficar viúva, Cleonice Arroio de Almeida, de 70 anos, passou em frente a uma escola que anunciava ser voltada para a terceira idade. Resolveu entrar, sem compromisso. Hoje, 16 anos depois, seus colegas de turma são como uma família. “A gente se preocupa em estar presente uma na vida da outra. Se uma de nós está doente, as outras ligam para saber se precisa de ajuda”, conta.

 

Quando começou a frequentar a Faculdade Aberta para a Maturidade Ativa, Cleonice tinha se aposentado de suas atividades como professora e assistente social havia quatro anos. Mas ficou durante o período inicial da aposentadoria cuidando do marido. A volta aos estudos veio como um processo de superação da perda e preenchimento do vazio que ficou com a morte dele.

 

“No início, foi muito importante a troca de experiência que encontrei na faculdade. Apesar de a maioria ter netos e ser viúva, é gratificante ver como até hoje aprendemos com a experiência das outras”, diz. A faixa etária de sua classe varia de 60 a 89 anos. A maioria é composta de mulheres: só há dois homens na classe de 22 alunos.

 

“Os homens são muito acomodados. Às vezes, quando a gente faz passeios com a turma, os homens já reclamam e querem saber se é longe, enquanto nós topamos na hora. Eles não querem saber. Colocam pijama e acham que a vida para ali”, compara.

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