Professor oferece até aula extra

Há 16 anos como vice-diretora da Escola Manoel Silveira Bueno, na cidade de Borborema, a educadora Rita Neide Duarte, de 60 anos, tem uma responsabilidade: é ela quem vai às casas dos alunos que começam a não frequentar as aulas. "A escola vai até a família, que tem de se dar conta da importância disso tudo." Rita conta que muitos alunos às vezes trabalham, outros estão com problemas com a família ou se desinteressam pela escola. "Não importa se é de noite, de dia. A gente pressiona e eles voltam."

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2015 | 02h06

Um prédio de 1953 abriga os 761 alunos dos ciclos 1 e 2 do ensino fundamental do colégio, a 390 km da capital. Depois de ficar com Idesp 7,38 em 2013, a escola teve um pequeno avanço: 7,86 no primeiro ciclo. No ciclo 2, o indicador passou de 4,86 para 5,26, mesmo trabalhando com alunos de nível socioeconômico mais baixo.

"Os índices têm motivado nossos alunos", conta o professor Reinaldo Batista de Oliveira, de 52 anos, há dez na mesma escola. Em parceria com outro professor, montou por conta própria um projeto de recuperação ligada às aulas de Matemática e à sala de leitura fora do turno de aula para alunos com dificuldades. "Conseguimos colocar nossos alunos nas escolas técnicas", diz ele.

A Manoel Silveira já conseguiu quatro medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, além de uma menção honrosa. "As pessoas na cidade gostam da escola, reconhecem a gente como os professores da Manoel", diz a professora Marciana Lofrano, de 38 anos, há dez na unidade, onde também estudou.

A diretora Silvia Margarete Pierobon, de 50 anos, mora em uma cidade a 130 km de Borborema, mas durante a semana fica em uma casa alugada porque não quis deixar a unidade. "Foi minha opção mesmo, porque me identifiquei."

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