Professor jovem tem mais domínio da tecnologia

Mais velhos podem até ser mais resistentes, mas não podem ser afastados das novas ferramentas

Felipe Oda, Jornal da Tarde

11 de abril de 2011 | 14h35

A pesquisa indica que os professores mais jovens, com menos tempo de  formação e de experiência, têm mais intimidade com as novas tecnologias.

 

“Eles se sentem mais confiantes, preparados e motivados para usar essa ferramenta em sala de aula. Estão mais dispostos a romper desafios”, afirma Cacilda Encarnação Augusto Alvarenga, pesquisadora da Unicamp.

 

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De acordo com Adriano Canabarro Teixeira, especialista em educação e tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os docentes mais jovens têm a vantagem de serem, na maioria das vezes, já usuários das tecnologias. “É uma geração mais acostumada”, afirma. “Geração que teve acesso à tecnologia”, diz Cacilda.

 

A discussão sobre “geração”, porém, é contestada por Márcia Padilha Lotito, da Organização dos Estados Ibero-Americanos. “Evidente que a ‘geração’ (idade do professor) facilita. Mas a tecnologia é muito complexa e pode ser estranha até mesmo para jovens”, ressalta. “Os mais velhos podem ser até mais resistentes, mas não podemos ser injustos com ninguém e afastá-los ainda mais das tecnologias”, completa Márcia.

 

A educadora acredita que a insegurança com computadores e seus recursos deverá ser superada com o tempo. Para ela, a incorporação das tecnologias pelas escolas é inevitável. “O sistema de ensino ainda não teve tempo de se organizar. Está em crise e passa por uma reestruturação. A tecnologia será incorporada”, afirma.

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