Professor de filosofia fala sobre os conceitos de ética e moral

Ronaldo Moraca, do Ético Sistema de Ensino, já gravou aulas sobre política e ciência

Estadão.edu

02 Setembro 2010 | 10h46

Na última das três vídeo-aulas sobre filosofia, o professor Ronaldo José Moraca, do Ético Sistema de Ensino, fala sobre o conceito de ética. "Trata-se de um ramo fundamental da filosofia, porque alcança dimensões práticas em nossas vidas", afirma ele.

 

O professor explica que a discussão sobre ética surgiu com o grego Sócrates, no século V a.C. No vídeo, Moraca também explica as diferenças entre ética e moral. "A moral está no campo da ação. A ética, no da especulação", resume.

 

Nas aulas anteriores, o professor do Ético falou sobre política e ciência. O objetivo é abordar assuntos que podem cair nos principais vestibulares e exames do País (veja exemplos abaixo).

 

Na próxima semana, Moraca fecha a série sobre filosofia respondendo às questões que ele selecionou para os vestibulandos.

 

Os programas são fruto de uma parceria entre o Estadão.edu e o Ético Sistema de Ensino.

 

Confira:

 

 

 

1. (UEL/PR) “O imperativo categórico é portanto só um único, que é este: Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.” (KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad. de Paulo Quintela. Lisboa: Edições 70, 1995. p. 59.)

 

Segundo  essa formulação do imperativo categórico por Kant, uma ação é considerada ética quando:

 

a) Privilegia os interesses particulares em detrimento de leis que valham universal e necessariamente.

b) Ajusta os interesses egoístas de uns ao egoísmo dos outros, satisfazendo as exigências individuais de prazer e felicidade.

c) É determinada pela lei da natureza, que tem como fundamento o princípio de autoconservação.

d) Está subordinada à vontade de Deus, que preestabelece o caminho seguro para a ação humana.

e) A máxima que rege a ação pode ser universalizada, ou seja, quando a ação pode ser praticada por todos, sem prejuízo da humanidade.

 

2. (UEL/PR)  Na segunda seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant nos oferece quatro exemplos de deveres. Em relação ao segundo exemplo, que diz respeito à falsa promessa, Kant afirma que uma “pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: Não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: Quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá”. (KANT, I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 130).

 

De  acordo com o texto e os conhecimentos sobre a moral kantiana, considere as afirmativas a seguir:

 

I. Para Kant, o princípio de ação da falsa promessa não pode valer como lei  universal.

II. Kant considera a falsa promessa moralmente permissível porque ela será praticada apenas para sair de uma situação momentânea de apuros.

III. A falsa promessa é moralmente reprovável porque a universalização de sua máxima torna impossível a própria promessa.

IV. A falsa promessa é moralmente reprovável porque vai de encontro às inclinações sociais do ser humano.

 

A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:

 

a) I e II

b) I e III

c) II e IV

d) I, II e III

e) I, II e IV

 

3. Indique  a afirmação correta acerca da ética e da moral.

 

a) a ética só se ocupa de questões práticas

b) a ética é anterior a moral e sempre a justifica.

c) a ética é sempre particular e a moral é geral.

d) a ética está no plano teórico e a moral ocorre na esfera das relações interpessoais.

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