Procuradoria quer garantir sistema de cotas no ES

A Procuradoria da República no Espírito Santo estuda a possibilidade de propor ação civil pública para tentar garantir a efetivação do sistema de cotas no vestibular de 2007 da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Nesta semana, um estudante contrário às cotas ficou ferido durante uma briga, após a rejeição, pela Câmara de Graduação da universidade, de proposta que previa a reserva de 52% das vagas para estudantes do ensino público, negros e índios. A procuradora Luciana Loureiro Oliveira disse que já requisitou informações da Ufes e só tomará uma decisão após estudar o assunto. "A reação às cotas aqui é mais forte do que em outros Estados", afirmou. A assessoria de imprensa da Reitoria informou que a discussão do sistema de cotas será retomada, com a apresentação de outras propostas. "Não significa o fim, significa que o processo sofreu uma paralisação, que a decisão foi adiada." Na manifestação desta semana, o prédio da reitoria foi invadido e professores que participaram da votação que resultou na rejeição da proposta foram chamados de racistas por estudantes pró-cotas. Houve depredação. A Polícia Federal foi chamada à universidade.

Agencia Estado,

06 de abril de 2006 | 18h35

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.