Procurador afirma que 'manifestação acadêmica' não deve tomar proporções 'raciais'

Após apagar página do Facebook em que acusava estudante de ser racista, procurador diz que assunto 'não lhe diz respeito'; direção do Mackenzie vai divulgar nota nesta 4ª sobre conflito entre docentes e aluna bolsista

Estadão.edu

31 Agosto 2011 | 14h36

Procurado pela reportagem do Estadão.edu, o professor do Mackenzie e procurador de Justiça Marco Antônio Ferreira Lima afirmou que não irá se pronunciar sobre as polêmicas acusações que fez à estudante do 5º semestre do curso de Direito da universidade. De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministério Público Estadual, o procurador disse que "não vai permitir que manifestação acadêmica isolada tome proporções raciais". Marco Antônio também teria dito que o assunto "não lhe diz respeito", e sim a seu irmão, Paulo Marco Ferreira Lima.

 

Marco Antônio escreveu nesta terça-feira, 30, na sua página do Facebook, que a aluna teria dito a seu irmão, também docente da instituição, que ele era "negro sujo" e que "preto não pode dar aula no Mackenzie" e que "preto não pode ter poder". A aluna, bolsista do ProUni, não se identifica por temer represálias e nega todas as acusações.

A direção e a reitoria do Mackenzie se reuniram nesta manhã e vão divulgar, logo mais, nota sobre como vão lidar com a situação que envolveu dois professores, ambos procuradores de Justiça, e a aluna bolsista do ProUni. O Centro Acadêmico do curso de Direito divulgou nota afirmando que apurou se a aluna chegou a acusar o professor, mas não encontrou nenhuma testemunha para atestar o fato.

VOZ DE PRISÃO

Na última sexta-feira, a estudante procurou o professor e procurador de Justiça Paulo Ferreira Lima para reclamar de sua metodologia de ensino. Irritado com a abordagem da estudante, ele teria a proibido de entrar em sua aula, chamado seguranças e, por fim, ameaçado dar voz de prisão.

Poucos dias depois, na terça-feira, o irmão do professor, docente do Mackenzie e também  procurador de Justiça, repudiou a atitude da estudante em sua página no Facebook, afirmando que a moça acusara seu irmão de ser "negro sujo" e que não "preto" não poderia dar aula no Mackenzie.

 

 

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