Procura por vagas é acirrada na 1ª colocada do Idesp

Em São Carlos, Escola Estadual Eugênio Franco tem índice zero de repetência e de abandono

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

15 de maio de 2008 | 23h04

A procura por novas vagas na Escola Estadual Eugênio Franco, de São Carlos, região de Ribeirão Preto, não é à toa. No início deste ano, quatro salas de 1ª série foram montadas, mas poderiam ser oito, ou mais, que ficariam lotadas. Localizada no centro da cidade, 837 alunos de vários bairros, muitos deles distantes, freqüentam as aulas de 1ª a 4ª séries da escola. A instituição, que completará 100 anos em 2011, foi a melhor colocada, com 6,93 (a meta era 7), no primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp). "Há possibilidade de fazer uma escola pública boa, sim", diz a diretora, Marta Foschini de Lima.  Confira o ranking, as metas e encontre a nota da sua escola   Marta lembra que, em pouco mais de dois meses, a Escola Eugênio Franco teve dois bons desempenhos. O anterior foi a melhor colocação em notas dos alunos no Saresp de 2007. "Está sendo difícil para professores e funcionários se acostumarem com a cobrança em cima dos índices, mas estão mais próximos do que quando isso tudo começou, em 1996", explica Marta, uma professora aposentada que há mais de um ano dirige a instituição, que tem 32 professores e 10 servidores.  "Incentivamos os professores a se engajarem, a estudarem", conta. "O índice de repetência é zero e o de abandono ou evasão escolar também; além disso, a falta de professor é pouca", informa Marta. Para ela, agora existem dois desafios: manter os índices e, se possível, melhorá-los ainda mais. "Nossa briga será essa", diz ela, citando que a Secretaria Estadual da Educação dará prêmios em dinheiro, em 2009, às instituições que melhorarem seus índices. Mas a Eugênio Franco já está no topo.  Para não perder tempo, a escola já começou a recuperação em 1º de março para alunos de 1ª a 3ª séries e duas vezes por ano faz um simulado para avaliar o desempenho em cada classe. "Assim todos chegam no final do ano no mesmo patamar de conhecimento", diz a professora Maria Lúcia Ribeiro Gomes, há 16 anos na escola. "Trabalhamos muito leitura e interpretação de textos, assim as crianças aprendem a ler o mundo", acrescenta a professora Vera Lúcia Dias.  Os pais também participam e incentivam os filhos e aprovam o método da escola. "É difícil conseguir uma vaga aqui", comenta Maria Cláudia de Souza Bello, que precisou batalhar para matricular a filha Bianca, de 9 anos, na instituição. Bianca até já sonha em cursar Medicina. "Pretendo salvas muitas vidas e minha mãe me incentiva, pois faz enfermagem. Tenho força de vontade e acredito que vou ser médica", afirma Bianca.  O empresário Henrique Hartmann não poupa esforços e, por causa do conceito da escola, paga uma van para levar o filho Rennan do distante bairro Santa Felícia ao centro. Rennan quer ser jogador de futebol, mas já foi avisado: tem de ir bem nos estudos antes. Os colegas Isabella Prequero, Matheus Castaldi Sid e Matheus Maia Manenti, todos de 10 anos, aprovam as leituras e já montam suas histórias de terror. "O ensino aqui é ótimo", avalia Isabella. "Adoro aqui", diz Matheus Sid.  "Estudo bastante para ser alguém na vida", finaliza Matheus Manenti, outro aluno que sonha em jogar futebol. Na outra ponta A cidade de São Carlos também é sede da última classificada entre as escolas de 5ª a 8ª séries: a Escola Estadual Conde do Pinhal, que teve índice 0,26 (a meta era 0,30).

Tudo o que sabemos sobre:
ensinoIdesp

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.