Procura pela prova da Fuvest volta a crescer

Depois de quatro quedas seguidas, Fuvest tem cerca de 10 mil inscritos a mais que no ano passado

Fábio Mazzitelli, Jornal da Tarde

22 Setembro 2010 | 10h18

Após quatro anos seguidos de queda no número de inscritos na Fuvest, aumentou a procura pelo vestibular que seleciona os estudantes para a Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade pública do País.

 

De acordo com dados preliminares do vestibular Fuvest 2011, obtidos antecipadamente pelo Jornal da Tarde, houve um aumento de cerca de 10 mil inscritos, o que representa um acréscimo de cerca de 8% em relação ao vestibular do ano passado.

 

O número de candidatos pulou de 128.171 no exame anterior para mais de 138 mil neste ano. O número exato de inscritos ainda está sendo fechado pela Fuvest, que deve divulgá-lo nos próximos dias. O período de inscrições terminou no último dia 10 e o pagamento da taxa foi feito até o dia 13. A prova da primeira fase do exame será em 28 de novembro. As relações candidato-vaga dos cursos serão divulgadas em outubro.

 

A Fuvest considera “expressivo” o aumento da procura, sobretudo porque o vestibular deste ano deixou de oferecer as vagas para o curso para oficiais da Polícia Militar na Academia do Barro Branco – que agora faz exame à parte e, em 2009, atraiu 3.453 inscritos para o processo seletivo.

 

Sobre as razões que explicariam o crescimento no número de inscritos na Fuvest 2011, os organizadores do vestibular da USP levantam algumas hipóteses, mas dizem que ainda não existem elementos conclusivos.

 

Uma das hipóteses cogitadas é a de um reflexo positivo do programa Embaixadores da USP, que faz visitas a escolas estaduais para incentivar alunos dos colégios públicos a prestar o vestibular. Neste ano, pela primeira vez, professores e ex-professores da universidade também participaram do programa, lançado em agosto, às vésperas do período de inscrições.

 

Essa hipótese só poderá ser confirmada, entretanto, quando a Fuvest cruzar os dados dos inscritos com os candidatos provenientes da rede pública, que recebem bônus por meio do programa de inclusão social da USP (Inclusp).

 

“Mesmo sem o Barro Branco, a gente teve um crescimento bastante grande. Sem dúvida, é uma boa notícia”, diz Maria Theresa Fraga Rocco, diretora da Fuvest. “Como não houve motivo forte para isso, atribuo ao nome USP e à uma oscilação natural. O peso da sigla é muito forte. Fazer Fuvest e entrar na USP é uma honra para qualquer estudante”, afirma.

 

Para Maria Theresa, o panorama deste ano é o mesmo do período que registrou quatro quedas seguidas na procura pela Fuvest, justificadas na época pelo crescimento na oferta de vagas no ensino superior. “Fora o trabalho dos embaixadores, que já existiu em outros anos e foi retomado agora, não houve motivo. Continua tendo o ProUni (programa do governo federal que oferece bolsas em faculdade privadas) e é a mesma situação”, diz a diretora da Fuvest.

 

O ganho de candidatos reconduz o vestibular ao tamanho das edições de 2007 a 2009, que giraram em torno de 140 mil inscritos. O recorde ocorreu na Fuvest 2006, com 170 mil candidatos.

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