Pró-reitora defende mudança na Fuvest, mesmo que haja sobra de vagas

Grupo que propôs alterações admite que prova pode ficar mais difícil, mas diz que meta é selecionar os melhores alunos

Mariana Mandelli, O Estado de S. Paulo

28 Abril 2011 | 15h36

Para o grupo de trabalho que formulou as propostas de mudanças na Fuvest, as alterações são necessárias mesmo que a prova fique mais difícil e, consequentemente, sobrem mais vagas na graduação da USP. A pró-reitora de graduação, Telma Zorn, acha que o vestibular deve selecionar bem os alunos, mesmo que isso acarrete vagas ociosas. "Temos de aprovar os melhores", diz. "Isso impacta na qualidade da graduação e, consequentemente, na pós-graduação da USP também."

 

As propostas que estão em pauta são: voltar a considerar a nota da 1.ª fase da Fuvest, com o mesmo peso das provas da segunda etapa; diminuir de 20 para 16 o número de questões da prova do segundo dia da 2.ª fase; chamar entre dois e três alunos por vaga para essa etapa - hoje são chamados três vestibulandos para cada vaga; elevar a nota mínima na 1.ª fase de 22 para 27 pontos - ou 30% das 90 questões de múltipla escolha - e a possibilidade de escolha de uma nova opção de carreira após a 3.ª chamada.

 

"Este ano já teve sobra de vagas. Mas temos que pensar no que queremos para a USP, se queremos que ela seja uma universidade de ponta, com mais qualidade", afirma o professor Mauro Bertotti um dos integrantes do grupo de trabalho do vestibular. Para ele, somente a proposta de mudar a opção de carreira depois da terceira chamada não seria suficiente para ocupar todas as vagas restantes da universidade. Já a pró-reitora acredita que a proposta resolveria o problema.

 

Como houve muita discussão e não se chegou a um consenso sobre as propostas, a pró-reitora preferiu adiar a decisão para a próxima reunião do CoG, no dia 19 de maio. Se aprovadas neste encontro, as mudanças podem valer ainda para a Fuvest 2012. Até lá, as unidades receberão um vídeo com a mesma apresentação que ocorreu no CoG, para poder analisar a pauta com mais tempo.

 

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