Eduardo Cavalcante/ Seduc-AM
Eduardo Cavalcante/ Seduc-AM

Previstas para retornar na segunda, aulas do Ensino Fundamental no Amazonas são adiadas

Secretaria da Saúde do Estado afirma que 60% das escolas estão preparadas para reinício das aulas, mas que há dificuldades para adequar as demais

Thaíse Rocha, especial para O Estado

21 de agosto de 2020 | 21h38

MANAUS - O Governo do Amazonas adiou a volta de 100 mil estudantes do Ensino Fundamental às aulas presenciais, que estava prevista para a próxima segunda-feira, 24. O anúncio foi divulgado na noite desta sexta-feira, 21. A previsão de é que a retomada ocorra nos próximos 14 dias.

  Em comunicado, o secretário de Estado de Educação em exercício, Luis Fabian Barbosa, informou que 60% das escolas já estão preparadas para o reinício das aulas, entretanto há dificuldades para adequar as demais. 

"Temos encontrado alguma dificuldade com a disponibilidade de insumos para a adequação da estrutura física dos outros 40% das escolas. Em razão disso, nós precisamos adiar o reinício das atividades para salvaguardar o bem maior, que é a segurança e o bem-estar de alunos e trabalhadores da educação”, disse.

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) afirmou que a retomada ocorrerá somente quando as 107 unidades de ensino estiverem com todos os protocolos de saúde implantados e a testagem em massa nos cinco mil profissionais da educação ter atingido o maior número de servidores possíveis.

As aulas no Ensino Médio, que começaram no último dia 10 de agosto, seguem normalmente, pois as escolas já foram validadas pela FVS-AM.

Profissionais da educação vão paralisar

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam) farão uma paralisação de advertência nas próximas segunda, 24, e terça-feira, 25.

Segundo o Sinteam, das 123 unidades de ensino que retornaram com aulas presenciais, 48 já apresentaram casos confirmados de covid-19 entre professores, pedagogos, merendeiros, secretários e gestores. Os profissionais têm enviado exames, receitas médicas e atestados para comprovar a alegação.

“O governo precisa voltar atrás ou prefere se responsabilizar por uma segunda onda e lotar os hospitais e até os cemitérios?”, afirmou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, em comunicado à imprensa.

Até esta sexta-feira, 21, a FVS-AM confirmou 114.792 casos do novo coronavírus no Amazonas. Destes, 40.460 são de Manaus (35,25%) e 74.332 do interior do Estado (64,75).

 

 

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