Pressões políticas atrasam nomeação para o CNE

Pressões políticas e arranjos de última hora atrasam a nomeação dos 12 novos integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão auxiliar do Ministério da Educação (MEC) que opina sobre a abertura de universidades, centros universitários e cursos de Direito, Medicina, Odontologia e Psicologia. O anúncio dos conselheiros estava previsto para segunda-feira, mas até hoje continuava o suspense.A escolha cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com base em lista preparada pelo MEC a partir de indicações de entidades do setor. Pelo menos metade dos nomes deve sair dessa lista. O restante será escolhido pelo presidente. O que vem atrasando a divulgação dos nomes é a disputa pelas seis vagas na Câmara de Educação Superior, que trata dos assuntos relativos ao ensino universitário.Na Câmara de Educação Básica a briga é menor. O CNE tem 24 conselheiros, metade em cada câmara. "A legítima influência política não se encerra aqui (no MEC)", disse nesta quarta-feira o ministro da Educação, Tarso Genro, indicando que a discussão se dá agora no Palácio do Planalto.Quem acompanha de perto a renovação do conselho aponta pressões do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em favor do ex-reitor da Universidade Federal do Maranhão Aldy Araújo, cujo nome não constava na lista do MEC. Até a semana passada, os nomes cotados para a Câmara de Educação Superior eram o da filósofa da USP Marilena Chauí, do reitor da PUC-SP, Antonio Carlos Ronca, do ex-secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia Antônio Callegari, do reitor da Universidade Federal do Pará, Alex Fiúza de Mello, do físico Paulo Monteiro Barone e do ex-ministro da Educação Eduardo Portella.

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