Preparação para o Enem divide estudantes e escolas

Após transtornos, vestibulandos não sabem se vale a pena investir numa preparação específica para o exame

Estadão.edu

27 Abril 2010 | 08h49

Depois dos transtornos do Enem em 2009, alunos estão em dúvida se vale a pena investir numa preparação específica para a prova. A vestibulanda de Medicina Ana Gabriele Botura, de 19 anos, que está fazendo cursinho pela segunda vez, já se decidiu. Ao contrário de 2009, não dará atenção especial ao Enem. "A prova testou mais resistência que conhecimento", diz.

 

Ana reviu a relação de universidades que prestará para não depender do exame. Vai se concentrar na Fuvest e Unicamp. Ambas não anunciaram se usarão a nota do Enem, mas o calendário deve tornar isso inviável.

 

Aline Cabral, de 20, pensou em seguir o caminho de Ana, mas quer cursar Medicina na Unifesp, que usa o Enem como 1ª fase. "Vou ter que me fixar mais no Enem."

 

Cursinhos e escolas também se dividiram. Enquanto o Etapa, Objetivo e Cursinho da Poli farão uma semana de revisão para o Enem, Anglo só dará simulados. No Vértice, colégio paulistano com melhor ranking no Enem 2008, não haverá nada específico. "A preparação é para os vestibulares", diz o coordenador Adilson Gracia.

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