Prêmio Jovem Cientista busca novos talentos

Prêmio definiu carreira de vencedores de edições passadas; inscrições vão até 30/6

Paulo Saldaña, Estadão.edu

25 de maio de 2010 | 00h28

Gente capaz de fazer perguntas relevantes, em busca de respostas criativas. Esse é o perfil dos vencedores do Prêmio Jovem Cientista, que está na 24ª edição. “Percebemos que eles são pessoas inquietas, empreendedoras e articuladas”, diz Wrana Panizzi, vice-presidente do CNPq, organizador do prêmio, apoiado pela Gerdau e pela Fundação Roberto Marinho.

 

As inscrições ficam abertas até 30 de junho e podem ser feitas pelo site http://www.jovemcientista.cnpq.br/. O tema é energia e ambiente.

 

 

Serão escolhidos trabalhos de estudantes do ensino médio e superior e graduados (nestas duas últimas categorias, a premiação chega a R$ 63,5 mil). Mais do que remunerar talentos, o Jovem Cientista pode mudar o rumo de uma carreira – como contam vencedores de edições anteriores.

 

 

Henrique Malvar, 52 anos – ganhador em 1981 na categoria Graduado

O carioca Henrique Malvar sempre foi precoce. Decidiu fazer Engenharia aos 8 anos. “Ganhei um daqueles kits de montar circuito e não parei mais”, brinca Rico, como é conhecido o diretor-geral do principal braço de pesquisa da Microsoft. Aos 24 anos, já era mestre e dava aulas na UnB.

 

 

Venceu o Jovem Cientista por pesquisas sobre filtros analógicos. No ano seguinte, partiu para o doutorado no MIT. Hoje é responsável por 30 grupos de pesquisa e tem na bagagem mais de 100 patentes. “O prêmio é uma distinção que até hoje menciono. Deve ter ajudado para eu ser aceito nos programas de pós.”

 

 

Janete Yariwake, de 46 anos premiada em 1984 na categoria Ensino Superior

No vestibular, Janete Yariwake escolheu Farmácia pela possibilidade de aliar a formação em biologia e em química. No 2º ano do curso, na USP, tocou um projeto de iniciação científica de triagem de plantas com princípios ativos potencialmente úteis. Ficou em 2º lugar no Jovem Cientista. “Isso me motivou tanto que continuei no mesmo laboratório da iniciação até o doutorado”, diz Janete.

 

 

Professora titular da USP em São Carlos, Janete fez pós-doutorado em Liège, na Bélgica. “Hoje em dia, em universidades de primeira linha, quem não tem experiência internacional não é competitivo.”

 

 

Felipe Arditti, de 20 anos – premiado em 2006 na categoria Ensino Médio

Trabalhar em favor do ambiente é o sonho do estudante Felipe Arditti, aluno do 3º ano de Engenharia da Politécnica da USP. Ainda quando estudava no Colégio Bialik, Felipe criou um dispositivo que mede os poluentes da fumaça de caminhão por meio de luz.

 

 

“Quanto mais escura a fumaça, menos luz ela vai devolver, por causa da absorção. Assim, a medição é certeira. Quanto mais escura a fumaça, mais poluente.” O protótipo é uma alternativa ao modelo utilizado atualmente, de aferição visual. “Foi o Jovem Cientista que me incentivou a escolher a Engenharia como profissão.”

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