Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

Prefeitura quer testar todos os alunos e professores da rede antes da volta às aulas

A intenção, segundo o Estadão apurou, é dar prioridade para o retorno às escolas municipais daqueles que já tiverem anticorpos para o coronavírus na cidade

Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 13h14

A Prefeitura de São Paulo pretende testar todos os alunos e professores da rede municipal de ensino antes da volta efetiva das aulas, prevista para 3 de novembro na capital. A primeira fase de exames sorológicos começa em 1º de outubro com alunos do 3º e 9º anos do fundamental e do ensino médio, além dos docentes. Eles serão testados nas próprias escolas. O anúncio do censo sorológico foi feito pelo prefeito Bruno Covas nesta sexta-feira, 25.

Segundo o Estadão apurou, a secretaria municipal de Educação quer priorizar a volta em novembro para professores e estudantes que já tenham anticorpos para o coronavírus.  Mesmo assim, quem não tiver anticorpos não será impedido de retornar às atividades presenciais. "A intenção é voltar com segurança", disse Covas em coletiva.

A medida pode ajudar a acalmar os ânimos principalmente de sindicatos de docentes que defendem a volta às aulas apenas depois da vacina e ameaçam fazer greve. Pais de alunos também estão reticientes em autorizar o retorno presencial com medo da contaminação.

A expectativa da Prefeitura é de que 20% dos alunos já tenham anticorpos, seguindo o que foi identificado no inquérito sorológico das crianças feito na cidade. O estudo mostrou que 18,4% do estudantes da rede municipal já teriam sido infectados com a covid. A estimativa é de que 244.242 alunos que já desenvolveram anticorpos para a Sars-Cov-2.

Assim, seriam esses 20% os escolhidos para iniciar a volta às aulas, justamente autorizada com 20% dos estudantes de cada escola na cidade.

O inquérito sorológico mostrou também um cenário de alto número de assintomáticos entre os estudantes tanto da rede pública quanto privada. Os alunos assintomáticos são 64,1% na rede estadual, 66,4% na rede municipal e de 70,3% em alunos das instituições particulares.

A Prefeitura já tem à disposição 180 mil testes para a primeira fase, que deve durar 15 dias. Depois disso, serão feitos acordos com laboratórios para examinar um total de 102 mil professores e 670 mil alunos da rede. O procedimento todo vai durar cerca de 40 dias. Os bebês e crianças de 0 a 3 anos são as únicos que farão os testes em unidades de saúde, onde também terão a carteira de vacinação atualizada.

Além da volta às aulas, prevista para novembro, a Prefeitura já autorizou o retorno presencial de escolas públicas e particulares da capital em 7 de outubro. As unidades de ensino devem promover atividades extracurriculares neste momento, como esportes, acolhimento e recreação.

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