GABRIELA BILO / ESTADÃO
GABRIELA BILO / ESTADÃO

Prédio da USP reunirá 4 grupos de pesquisas inovadoras

Objetivo é ser um polo de pesquisa inovadora dentro da universidade – com o olhar para fora

Júlia Marques, O Estado de S. Paulo

03 Setembro 2018 | 03h00
Atualizado 10 Outubro 2018 | 01h07

Ser um polo de pesquisa inovadora dentro da universidade – com o olhar para fora. Essa é a proposta do Centro de Pesquisa e Inovação (Inova USP), na Cidade Universitária, que abrigará iniciativas de pesquisa em saúde, biologia e tecnologia até o fim do ano.

Segundo o coordenador do Inova USP, o professor Luiz Henrique Catalani, o prédio receberá quatro grupos – e poderá crescer. A inspiração veio de fora. “(O Inova USP) está baseado em iniciativas similares pelo mundo, em que se criam espaços multiusuários, integrados e com aproximação com diversos atores da sociedade.” 

Uma das iniciativas que funcionará no Inova USP é a Scientific Plataform Pasteur – USP, parceria da universidade com o Instituto Pasteur, da França. Coordenador dessa plataforma, o diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), Luís Carlos Ferreira, explica que ela vai conectar pesquisadores da universidade com os franceses. “Serão pesquisadas doenças infecciosas e o impacto em processos degenerativos.” 

Parte dos estudos será dedicada a contribuir para a prevenção do surgimento de epidemias, como a de zika. “Também queremos transformar o conhecimento em aspectos de valor para a sociedade, gerando patentes.” O biólogo Helder Nakaya, que cuidará da parte de bioinformática, está animado com a plataforma. “Usamos técnicas de informática e estatística para processar e analisar genes.” O estudo dos dados, diz, pode gerar hipóteses sobre o comportamento de doenças. 

Interdisciplinar. O trabalho de Nakaya terá conexão com outro laboratório do Inova USP, o Centro de Biologia Sintética e Sistemas, que busca soluções em biomassa. O Inova USP ainda abrigará um laboratório de games e soluções digitais, com pesquisadores de áreas como Engenharia e Matemática. Parte da equipe vai se dedicar a projetos de inteligência artificial. Também haverá pesquisas sobre jogos – os de brincar e os “sérios”, usados em treinamentos de saúde – e uma fábrica do futuro, para testar novas tecnologias no fluxo produtivo. 

“Buscamos convênio com várias empresas. Elas trazem alguma coisa e se beneficiam do ambiente de ensino e pesquisa”, explica o professor Eduardo Zancul, coordenador do Laboratório de Games e Soluções Digitais (Pateo@USP).

O prédio terá um grupo destinado a pensar na interdisciplinaridade para a construção de soluções inovadoras. “A ideia é que ninguém trabalhe isolado. Nossa proposta é não ter muitas paredes”, diz Catalani. O curso de Ciências Moleculares – voltado a alunos de graduação com interesse em pesquisa – também ocupará o prédio. O projeto arquitetônico do edifício é assinado pela Onze Arquitetura. 

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