Pós-graduação no País foi regularizada pelo MEC apenas em 1965

 

Carlos Eduardo Entini, Estadão Acervo

25 Junho 2013 | 12h46

Embora haja referência da existência de cursos de pós-graduação no Brasil antes de 1950, foi apenas em 1965 que o Ministério da Educação (MEC) regulamentou a modalidade e a reconheceu como um novo nível de ensino. As características e normas da pós brasileira foram fixadas por parecer elaborado pelo professor Newton Sucupira, com base no modelo dos Estados Unidos.

O “parecer Sucupira”, como ficou conhecido, dividiu a pós-graduação em duas categorias: stricto sensu, visando à formação do pesquisador, e lato sensu, dirigido à especialização profissional.

A pós-graduação foi valorizada em 1969 pela Lei da Reforma Universitária, quando o então ministro da Educação, Tarso Dutra, criou um grupo de trabalho para estudar a criação de centros regionais de pós. “Os alunos formados nos futuros centros regionais de pós-graduação terão mercado de trabalho assegurado nas próprias instituições de ensino onde fizeram o curso”, declarou ao Estado o professor Amadeu Curi, integrante do grupo. O objetivo era oferecer boas opções de cursos no Brasil para retenção de universitários que partiam ao exterior em busca de especialização.

A partir de 1971, nova regulamentação instituiu a obrigatoriedade do pós-graduado de preparar uma tese durante o curso, além da exigência do conhecimento de línguas estrangeiras. “A pós-graduação deve ser um curso elitista e não de massa. Seu objetivo é a formação de profissionais capazes de criar coisas novas e traz implícita a ideia de alta seletividade no processo”, defenderam em 1974 especialistas no Conselho Nacional de Educação.

 

 

MBAs

A Universidade de Harvard foi a primeira a criar a fórmula, hoje mundialmente propagada, do Master in Business Administration (MBA). Em 1905, Harvard criou uma faculdade para ministrar cursos de pós em dois anos e tempo integral. Nos anos 1980, com a globalização dos mercados, esses cursos ganharam fôlego e começaram a atender às necessidades dos profissionais maduros em atuação. Assim, surgiram MBAs em várias partes do mundo, a maioria voltada a grandes corporações em busca de executivos com capacidade de planejamento em áreas como marketing e logística.

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