Acervo Pessoal
Acervo Pessoal

Pós-Graduação em Educação tem como meta ‘vacinar’ contra fake news e negacionismo

Unesp já formou mais de 600 mestres e doutores em seus 19 grupos de pesquisa

Alex Gomes e Ocimara Balmant, especial para o Estadão

12 de maio de 2022 | 05h00

Em 25 anos de existência, o Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Faculdade de Ciências do câmpus de Bauru da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) já formou mais de 600 mestres e doutores em seus 19 grupos de pesquisa.

Um dos fundadores do programa, o professor Roberto Nardi conta que parte dos matriculados nos mestrados e doutorados é composta por professores da educação básica. A maioria deles, porém, ao defender a dissertação ou a tese, acaba rumando para atuar no ensino superior. “Existe uma demanda muito grande por esses profissionais, principalmente pelas instituições privadas de ensino, que precisam de mestres e doutores para conseguir credenciar os seus cursos.”

Mudar esse cenário depende de uma política de valorização do professor da educação básica, com salários mais atrativos e plano de carreira. “Nós, na universidade, estamos fazendo nosso trabalho muito bem. Mas não conseguimos dar conta de outras instâncias. As secretarias estaduais e municipais poderiam ter concursos frequentes e carreiras condizentes com a importância que o professor do ensino básico tem na sociedade.”

No banco de dissertações e teses do programa, há trabalhos que contemplam o ensino de ciências desde a educação infantil, passando pelos ensinos fundamental e médio. “Quando o professor consegue trabalhar as questões ligadas à ciência desde a infância, evita que outras formas de conhecimento, como o senso comum ou as fake news, ganhem terreno. Uma criança que tem acesso à educação científica fica preparada para discernir os diferentes tipos de informação que recebe. Não cai em nenhuma teoria sobre Terra plana ou ineficácia de vacinas.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.