Paulo Pinto/AE
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Maioria dos inscritos no Enem escolheu prova de espanhol; inglês foi opção natural para quem teve aula do idioma em cursos pagos

Carlos Lordelo, O Estado de S. Paulo

25 Outubro 2010 | 23h55

Com a introdução da prova de língua estrangeira no Enem, a maioria dos candidatos (57%) escolheu o espanhol. Para coordenadores de cursinhos, por trás dessa opção está a insegurança de alunos que não tiveram bom preparo em idiomas. Eles preferiram o espanhol por ser parecido com o português.

 

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“Na minha escola só tinha inglês, mas nunca aprendi nada além do verbo to be. Escolhi espanhol por ser uma língua mais próxima da nossa”, diz a aluna do cursinho Henfil Thais Moraes, de 19 anos, que busca uma vaga em Nutrição.

A opção pelo inglês foi natural para estudantes de classe média que tiveram aulas do idioma em cursos particulares, como a vestibulanda de Pedagogia Marina de Oliveira, de 17. “Dominar o inglês é uma vantagem competitiva no Enem e no mercado”, afirma Marina, que tem aulas há oito anos na Cultura Inglesa.

 

Embora não saibam o que será cobrado nem o número exato de perguntas, professores têm seus palpites sobre como a língua estrangeira vai ser avaliada no Enem. “Acho que as perguntas vão cobrar interpretação de textos. Não haverá quase nada de regras gramaticais”, aposta a coordenadora do Objetivo Cristina Armaganijan.

 

Segundo a coordenadora pedagógica do Fisk, Vera Bianchini, o Enem deverá verificar a capacidade de o candidato entender o contexto de uso da língua inglesa ou espanhola no dia a dia. Compreender, por exemplo, o significado de palavras usadas na publicidade, como new e kid, e outras já incorporadas ao nosso vocabulário (rush, hamburger, delete).

 

“É importante saber o que está acontecendo no mundo por meio da leitura de jornais, revistas e sites, para antecipar o que o texto pode estar dizendo”, recomenda Vera.

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