Portais começam a funcionar como banco de talentos

Projetos de bolsistas do Ciência Sem Fronteiras viram referência para o mercado

Paulo Saldaña, Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2015 | 15h32

Os grupos virtuais de ex-bolsistas também já começam a funcionar como um banco de talentos. Em busca de profissionais ou estagiários qualificados, empresas acionam as redes para pedir indicações. Estudantes também compartilham ideias e se unem para empreender. 

“Para os próximos meses, vamos criar um portal em que será possível colocar o currículo e formar grupos de conversa de acordo com os interesses”, afirma Deborah Celestrini, da Rede CsF. Outra aposta para gerar propostas de trabalho são os eventos promovidos pelo grupo, que discutem educação, ciência e tecnologia. O MyCsF também está montando uma plataforma de estágios e já tem parceria com a Associação Brasileira de Startups. 

Do intercâmbio nos Estados Unidos, o aluno de Física André Sionek, de 24 anos, trouxe na bagagem a ideia de uma revista de divulgação científica. A inspiração veio de um jornal de fofocas feito por alunos na Universidade da Pensilvânia, onde Sionek estudou por meio do Ciência sem Fronteiras. “O que chamou a atenção é que o jornal era diário, gratuito e com grande circulação. Percebi que não tínhamos isso nas universidades daqui. Pensei em unir meu gosto por ciência e tecnologia com a proposta de criar um jornal.”

Assim surgiu em setembro de 2013, a revista Polyteck passou a ser distribuída em faculdades de Curitiba e também publicada na internet. “Vendi o carro e meu colega usou umas economias para começarmos”, afirma Sionek, aluno da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A publicação bimestral, que tem três editores e tiragem de 10 mil exemplares, se mantém com anúncios. Hoje, a revista chega a instituições de outros Estados com a ajuda de colaboradores que a redistribuem. 

“Nosso retorno tem sido muito bom. Na última edição, 32 universidades receberam”, comemora Sionek. Ele conta que aprendeu a importância de contribuir com a universidade durante a experiência nos Estados Unidos. “Lá é comum que ex-alunos doem dinheiro para a universidade. Essa gratidão não existe no Brasil.”

Mais conteúdo sobre:
Ciência Sem Fronteiras MEC

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.