FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Por pagamento a terceirizados, UFRJ para na segunda

Segundo o reitor da instituição, a paralisação pode ser prorrogada caso o pagamento não seja regularizado

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2015 | 22h43

RIO - Os 54 mil alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ficarão sem aulas por 24 horas, na próxima segunda-feira, 18, como um protesto pela falta de pagamento dos funcionários terceirizados. O reitor da universidade, Carlos Levi, anunciou a decisão após reunião com decanos (líderes das congregações de professores) e alunos, nesta sexta. Segundo ele, a paralisação pode ser prorrogada caso o pagamento não seja regularizado.

Durante a reunião, os decanos propuseram manter as aulas, mas os alunos pressionaram pela suspensão por pelo menos 24 horas. O reitor responsabiliza as empresas contratadas pela universidade pela falta de pagamento aos terceirizados. Está agendada para as 11 horas da próxima segunda-feira uma audiência no Ministério Público do Trabalho para resolver a questão.


Em nota, a UFRJ afirmou que "até as 17h desta sexta-feira não se confirmou a necessária e devida regularização dos pagamentos dos trabalhadores de serviços terceirizados contratados pela empresa Qualitécnica, responsável pelas atividades de limpeza em um grande conjunto de prédios e espaços acadêmicos da instituição". A nota continua: "Esta irregularidade caracteriza uma situação de grande injustiça social e de grave violação de direitos (...). Em reunião (...) o reitor (...) decidiu, em nome da isonomia das condições de trabalho em todas as nossas unidades e em respeito à dignidade desses trabalhadores, (...) recomendar aos decanos e aos diretores das Unidades Acadêmicas da UFRJ a suspensão das atividades acadêmicas durante a próxima segunda-feira, quando nova avaliação será realizada".

A universidade anunciou ainda uma reunião plenária, às 16 horas da próxima segunda-feira,  para verificar os pagamentos devidos pela empresa Qualitécnica e discutir a questão.

Durante a reunião desta sexta, também foram discutidas melhorias cobradas pelos alunos. O reitor reconheceu como correta a insistência dos estudantes pela aprovação do segundo edital de assistência estudantil a universitários de baixa renda. As obras no alojamento estudantil, outra reivindicação dos alunos, devem terminar em outubro próximo, segundo o reitor. Sobre a demanda dos restaurantes universitários nos câmpus da Praia Vermelha e Macaé, Levi firmou o compromisso de acelerar os pregões dos bandejões, que serão construídos em contêineres, para acelerar a obra. Para os câmpus do Centro, Levi propôs fazer convênios com restaurantes próximos.


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