Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Tulio Kruse, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2018 | 05h00

Entre os desafios fundamentais para ter sucesso na carreira, encontrar o primeiro trabalho é um dos mais árduos. A disputa é acirrada por um número seleto de vagas, há exigências maiores do mercado a cada semestre, e muitas vezes as carreiras sonhadas não condizem com as oportunidades disponíveis. Imprevisível e dinâmico, o mercado de trabalho também está ávido por talentos que tragam inovação para as empresas, dizem especialistas.

O Fórum Estadão Caminhos e Carreiras, realizado última terça-feira, em São Paulo, trouxe sugestões para os jovens em dúvida sobre o primeiro passo profissional. No debate ocorrido no auditório da Universidade Paulista, surgiram algumas orientações comuns para o início da carreira: antes de começar, é preciso autoconhecimento e abertura para o inesperado. 

“A primeira dica, para quem está saindo da faculdade ou começa no mercado de trabalho ainda na faculdade é ter cuidado com as convicções”, diz o diretor executivo da consultoria em recrutamento Michael Page, Ricardo Basaglia. “Eu conheço pouquíssimas pessoas que se formaram em uma área, ou que tinham convicção de que iam trabalhar em determinada área, e depois acabaram construindo toda carreira no que planejaram.”

Além disso, especialistas ressaltam a importância de planejamento na busca pela vaga ideal e persistência. O candidato deve saber o que procura, mas a flexibilidade na hora de enxergar oportunidades fora do roteiro também é essencial, segundo recrutadores. Afinal, o mercado ainda se recupera de uma recessão e muitos objetivos só são alcançados no longo prazo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do trimestre encerrado em março, divulgados pelo IBGE, apontaram uma taxa de desemprego de 13,1%. Se recortamos a pesquisa, o número fica pior: a taxa para jovens entre 18 e 24 anos pula para 32,3%. 

“Se você quer encontrar um trabalho, você tem de definir um plano e ter disciplina até ter sucesso, habilidade para ajustar o plano à medida que as situações aparecem, mas sem sombra de dúvida esse sucesso só é obtido com muito esforço”, resume o diretor de Gestão e Gente da Catho, Murilo Cavellucci. “O ponto de partida da carreira de sucesso é a humildade.”

Liderança. Quem está prestes a entrar na carreira escolhida deve estar também atento às novas configurações do trabalho em equipe. As formas de liderar e ser liderado estão mudando. Times mais horizontais, com bastante autonomia na execução e alinhamento de objetivos nos níveis de gerência e direção, estão se tornando mais comuns, segundo o community manager da rede de espaços de trabalho WeWork, Hugo Silveira. “A gente tem de parar um pouco com essa separação que põe uma parede entre o líder e o liderado”, diz Silveira. “A tendência no futuro é, de fato, cada vez mais o funcionário ser empoderado e mais estimulado a romper barreiras.”

Já o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Theunis Marinho, ressalta a importância de ter empatia nas relações de trabalho. “Quando a gente se coloca no lugar de outra pessoa, erramos menos.”

Idade. A mudança de carreira na vida adulta, ou mesmo a procura por um novo emprego após décadas, não é decisão fácil. Entre os mais velhos, geralmente há o receio de que a idade afaste empregadores, mas especialistas em carreira veem potencialidades nessa situação. O importante, eles dizem, é buscar sempre diálogo com quem está no mercado, e confiar no networking.

“Converse, pergunte, explique o que você está estudando, o que você está buscando, deixe essas pessoas te conhecerem”, recomenda Basaglia, da Michael Page. É importante ir além da velha tática de disparar currículo. “Isso é só a primeira parte”, complementa o consultor.

Se, mesmo assim, a empresa demonstrar receio quanto à idade, a conclusão dos especialistas é unânime: provavelmente, não é o lugar ideal para o candidato trabalhar, de qualquer forma. “Esse profissional que chega já com uma trajetória na bagagem pode agregar muito mais para a empresa”, ressalta Cavellucci, da Catho. “Está mais preparado para contribuir, é quase como se ele já chegasse jogando”, acrescenta.

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Tulio Kruse, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2018 | 05h00

Reformar-se constantemente para se adequar a um mercado em transformação. A ideia de que a tecnologia vai revolucionar as bases da produção, de forma acelerada e imprevisível, tem feito organizações e escolas repensarem a preparação dos profissionais. A resposta de especialistas em carreiras e das universidades para a questão tem sido clara: reforçar a importância da educação continuada.

Em parte, a preocupação com a garantia do emprego é resultado dos avanços em áreas como automação e inteligência artificial. No Brasil, por exemplo, cerca de 15,7 milhões de trabalhadores podem ser afetados pela automação, segundo pesquisa da consultoria McKinsey. São profissionais que terão parte de suas funções afetadas, mudarão para outras áreas dentro de suas empresas, e podem até migrar para novas profissões. Para 70% da força de trabalho, segundo a consultoria, cerca de um terço das suas funções serão automatizadas.

O impacto dessa transformação nas taxas de desemprego vai depender de fatores como crescimento econômico, média salarial, envelhecimento da população e investimento em capacitação profissional. Em cada país, a adaptação ao novo cenário deve ocorrer de forma diferente.

“Os ocupantes desses empregos passarão por um período crítico e penoso em suas vidas, mas poderão atenuar esse infortúnio se estiverem preparados para exercer novas funções – e isso é conseguido com a chamada educação continuada, na qual o profissional está sempre se reciclando”, disse o vice-reitor de Planejamento, Administração e Finanças da Universidade Paulista (Unip), Fábio Romeu de Carvalho, na abertura do Fórum Estadão Caminhos e Carreiras. “O ser humano jamais deixará de ter o seu valor.”

O aprendizado para a carreira pode vir tanto através das aulas quanto pela experiência: no próprio trabalho, em estágios e em projetos de extensão acadêmica proporcionados pelas instituições de ensino. Uma vez no mercado, muitas vezes com pouco tempo para se dedicar a novos estudos, o profissional deve estar atento à evolução que a atividade no emprego proporciona, aconselham especialistas.

“Enquanto você está saltando de uma curva de aprendizado para outra, esse ciclo continua virtuoso”, diz o diretor de Gente e Gestão do site de empregos Catho, Murilo Cavellucci. “Se você estacionar no seu aprendizado, possivelmente é hora de buscar um novo desafio. É mais um olhar para dentro do que para fora.”

Automação. Para especialistas em carreira, muito da ansiedade relacionada à discussão sobre uma suposta extinção de empregos por causa da automação tem contornos de exagero. As profissões não desaparecem subitamente, eles dizem, e a atenção do estudante deve ficar mais focada na transformação do modelo da carreira do que no fim do emprego.

Além disso, um caminho seguro é apostar naquilo que programas e máquinas não dominam: emoção, empatia e ética. “Não é a inteligência artificial que acaba com a maior parte dos empregos, e sim a inteligência emocional que acaba com a maior parte dos empregos e das carreiras”, conta o diretor executivo da consultoria em recrutamento Michael Page, Ricardo Basaglia.

A última pesquisa da empresa aponta que 91% dos profissionais são contratados por questões técnicas e depois demitidos por questões comportamentais, segundo o diretor. “O foco em se desenvolver emocionalmente é o que faz a maior parte dos executivos avançarem.”

Empreender. Para quem pensa que o empreendedorismo é mais baseado na intuição para negócios do que na educação constante, o fundador do site Getninjas, Eduardo L’Hotellier, rebate o que chama “mito do Vale do Silício” – a impressão de que exemplos como Steve Jobs, que largou a faculdade na Califórnia para fundar a Apple, se aplicam a qualquer caso.

“Ele passou na faculdade, estava fazendo o curso e conseguiu, com as conexões ali e o aprendizado que ele teve, empreender”, ele ressalta. “Uma boa formação acadêmica e um bom início profissional não é 100% necessário – é possível ir sem – mas com certeza ajuda muito.”

L’Hotellier, ele mesmo um exemplo de sucesso no empreendedorismo, à frente de uma empresa com 110 funcionários, também teve de adaptar sua formação para seus objetivos: formado em Engenharia, fez pós-graduação focadas em Administração e Finanças.

TRÊS PERGUNTAS PARA....

Eduardo L’Hotellier, fundador e presidente executivo do site Getninjas

1. Empreender é para todo mundo? Como saber se é para você ou não?

Acho que empreender é para quem tem a vontade e a coragem de fazer, e sabendo que é o caminho mais difícil, porque a segurança financeira não vem com o empreendedorismo. Ter um emprego é muito mais seguro financeiramente na maioria das vezes. Para empreender, você tem de saber que pode não dar certo. Você tem de ser uma pessoa que propensa a tomar riscos que não são pequenos.

2. Como sua graduação ajudou no caminho que você escolheu?

Minha formação mais básica é de Engenharia, depois estudei Administração. Mas o que falta é um pouco de mundo real. Você aprende teorias administrativas, administração científica, administração moderna. Mas como você contrata uma pessoa? Como fazer uma entrevista para contratar, ou como demitir? Como dar feedback para um funcionário?

A faculdade pode nos ensinar boas teorias, mas falta prática.

3. Qual o maior desafio para empreender?

É construir um time ao redor de você. Ninguém empreende sozinho. Você precisa atrair bons profissionais. E é muito difícil no começo. Primeiro, você não tem dinheiro para pagar bons salários. Segundo, você não tem histórico para falar que é bom. Você tem um sonho, uma ideia maluca e tem de convencer alguém a comprar essa ideia, quando ela poderia trabalhar numa grande empresa, ganhando mais. 

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18 Maio 2018 | 05h00

Mudanças no mercado de trabalho, como instabilidade no emprego e demanda por novas competências e habilidades, estão levando universidades a reformar seus serviços de orientação profissional. As instituições de ensino têm apostado cada vez mais em novas metodologias de atendimento, programas de mentoria personalizados e aproximação com o mercado de trabalho. Em comum, essas iniciativas têm o objetivo de treinar o aluno para enxergar oportunidades em um cenário mais incerto.

A turbulência no mercado de trabalho e a consequente ansiedade entre os alunos fizeram com que a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) inaugurasse um novo serviço de mentoria no início do ano. Nele, o aluno marca sessões de aconselhamento com professores especializados na área de interesse.

Disponível apenas para estudantes da pós-graduação, o programa deve ser ampliado para todos os alunos nos próximos anos, segundo a ESPM. O público-alvo são os alunos que têm interesse em se aprofundar no planejamento da carreira. Por enquanto, os graduandos têm à disposição uma sessão com as psicólogas do serviço.

Na mentoria, é possível ter conversas com vários tutores no semestre. Se o interesse é mudar de área, há professores especializados em desenvolvimento de carreira. No caso de dúvida sobre o assunto, um professor da área deve estar disponível. “O programa deixa essa flexibilidade para ele sentar e conversar com os diversos professores que precisar”, diz a coordenadora do ESPM Carreiras, Marcia Portazio.

O aconselhamento também ocorre através das entidades estudantis. No caso do aluno Gabriel Borba, do 7.º semestre de Administração, foram os conselhos durante a passagem na ESPM Social, uma agência estudantil experimental, que o ajudaram a encontrar um caminho na carreira. A entidade tem um professor que acompanha os alunos e aplica técnicas de mentoria da área de carreiras da escola. Para Gabriel, serviu para ganhar confiança e descobrir sua criatividade. “Ajudou muito para que eu acreditasse e soubesse que é realmente isso que eu quero: algo criativo”, diz Gabriel, que hoje considera trabalhar com marketing. “Sempre foi muito difícil acreditar no meu trabalho, e isso mudou.”

Demanda. Na Universidade de São Paulo (USP), o serviço de orientação profissional tem registrado aumento na demanda a cada semestre. Os alunos são atendidos no Núcleo de Orientação Profissional (NOP), ligado ao Instituto de Psicologia da universidade. Mas a orientação de carreira também está disponível para alunos de outras universidades e à comunidade em geral – para se consultar, basta ter mais de 14 anos. 

A preocupação com a carreira aumentou em todas as faixas etárias, o que se traduziu em mais procura pelo serviço nos últimos anos, segundo a coordenação. O atendimento aos alunos, que tradicionalmente recebe mais estudantes do 1º ano com dificuldades de adaptação ao ambiente universitário, tem visto crescer o número de veteranos preocupados com o futuro.

“O aumento é bastante significativo”, conta a psicóloga Maria da Conceição Uvaldo, que faz atendimentos no serviço de orientação profissional da USP desde 1985. “A insegurança do recém-formado e do ‘quase formado’ hoje é enorme, basicamente porque o mercado de trabalho não é tão linear, ou seja, independentemente do curso, o aluno pode ter uma série de oportunidades de trabalho.”

Nos últimos cinco anos, o NOP vem testando uma nova metodologia de atendimento individual que, segundo a coordenação, chegou ao modelo ideal no último semestre. Cada aluno faz quatro encontros em que define uma estratégia de carreira. Em resposta às mudanças no mercado, o objetivo dos psicólogos do serviço é adaptar o planejamento a uma realidade mais flexível. Para Conceição, o aluno deve “ficar atento às mudanças, entender a multiplicidade de possibilidades que um curso pode te oferecer em termos de mercado”.

Isso já começou a ser discutido de forma independente em institutos e faculdades da USP, ela diz. “Temos movimentos claramente fortes dentro da USP no sentido de colocar mais essas questões para serem discutidas em cada curso. Isso é impacto desse momento, dessa nova configuração do mercado de trabalho”, conta Conceição. 

Mercado. Já na Universidade Paulista (Unip), a aposta é na aproximação com o mercado para mudar o foco da orientação profissional e aumentar as oportunidades de empregabilidade dos alunos. Uma reformulação na área de Carreiras e Mercados da universidade, ainda em andamento, pretende realizar processos seletivos dentro da Unip, e ajudar as empresas na procura pelos melhores candidatos. A mudança veio após empresas interessadas em novas parcerias terem entrado em contato a Unip, segundo a universidade. “É uma via de mão dupla: a empresa pode oferecer palestras e workshops, e em contrapartida temos os nossos alunos, que podem participar dos processos seletivos das empresas conveniadas”, diz a professora Ana Paula Gonçalves, coordenadora do setor de Carreiras e Mercados da Unip.

O novo setor, inaugurado este ano, também quer oferecer orientação com especialistas. Esse serviço deve ser implementado no 2.º semestre. A universidade tem estudado propostas de empresas que fazem mentoria e aconselhamento de carreiras, e possam atender os alunos em uma plataforma online, no site da instituição.

Além disso, a Unip planeja oferecer cursos de coaching – que além da orientação de carreira também serve para desenvolver novas habilidades – em grupo ou individuais.

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18 Maio 2018 | 05h00

Não é só de conteúdo atualizado, professores competentes e infraestrutura que se faz um bom curso universitário. Cada vez mais, escolas de ensino superior têm se preocupado em garantir à formação elementos mais subjetivos, e nem por isso menos importantes: as chamadas competências socioemocionais. Facilidade para comunicação, resiliência, capacidade de trabalho em equipe e criatividade se tornaram uma preocupação central para alguns professores e coordenadores. Essa transformação está diretamente relacionada às exigências do mercado de trabalho.

“Antes, um curso de graduação, com currículo mais antigo, era muito focado em disciplinas, matérias, conteúdo”, conta o professor de Administração do Insper Guilherme Martins, para quem esse aspecto da formação já é considerado básico – afinal, muito já está disponível na internet, em plataformas de ensino online. “Dificilmente uma instituição consegue se diferenciar pelo conteúdo, o desafio das universidades hoje é como aproveitar o aluno em sala de aula para avançar no conteúdo. Talvez a parte básica ele consiga aprender fora e sozinho. E aí eu preciso trabalhar aspectos mais avançados do conteúdo e aspectos socioemocionais.” 

Especialistas citam várias formas de estimular o desenvolvimento dessas habilidades. Durante as aulas, isso é feito com apresentações, estudos de caso e trabalhos em grupo, para incentivar a interação entre os estudantes. Há também a preocupação em desenvolver essas competências com atividades extracurriculares, muitas vezes organizadas pelo próprios alunos em entidades estudantis.

Foi o que incentivou o estudante do 5.º semestre de Engenharia Mecânica Thiago Carletti, de 20 anos, a se envolver em atividades mais criativas. Carletti foi um dos primeiros alunos a participar do Design Challenge, uma entidade estudantil focada em implementar projetos de iniciativa acadêmica – e, em meio ao planejamento, desenvolver habilidades como resolução de problemas, organização e até empatia. A entidade nasceu em meio ao pré-vestibular da instituição, para mostrar como a faculdade pode implementar uma metodologia focada em “pôr a mão na massa”, como os alunos dizem. Muitas ideias que surgiram na fase de seleção se materializaram.

Um exemplo é o TechEdu, um dos projetos da entidade, que leva os alunos de Engenharia do Insper para dar aulas focadas em tecnologia, inovação e empreendedorismo para alunos do ensino básico, geralmente em escolas públicas. “A entidade tem esse foco de dar oportunidade ao aluno de criar o que ele quiser, dentro ou fora da faculdade”, explica Carletti.

Vestibular. A preocupação com as habilidades socioemocionais não está só no ensino e na extensão acadêmica, e influencia também a seleção de alunos no vestibular. Nos últimos anos, instituições como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ibmec e Albert Einstein incluíram entrevistas e dinâmicas de grupo em seus processos seletivos. O objetivo é avaliar características como empatia e capacidade de argumentação – nos três casos, esse processo faz parte da segunda fase do vestibular.

No próximo vestibular do Ibmec de São Paulo, por exemplo, a faculdade fará uma dinâmica de grupo em que os candidatos devem propor a solução de um problema real. A ideia é que o exame reproduza técnicas usadas por empresas para recrutar colaboradores. Na nota final no vestibular, a dinâmica representa 30%, e o restante será determinado por uma prova tradicional.

“Temos formatado os cursos de graduação para que, desde o primeiro semestre, o aluno comece a se apropriar de ferramentas que serão fundamentais para que tome o protagonismo do seu futuro, e isso começa com protagonismo no estudo”, diz o professor do curso de Economia do Ibmec, João Ricardo Costa Filho. “Uma faculdade não pode preparar apenas um aluno para resolver exercícios de um livro-texto, tem de estimulá-lo a fazer boas perguntas, acostumá-lo a lidar com o imprevisto e com a busca pela melhor solução para as mais diferentes situações.” 

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