Por melhores condições para alunos carentes, universitário faz greve de fome

Estudante diz que voltará a comer apenas quando o reitor Silvério de Paiva Freitas conversar com os estudantes grevistas

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

11 de abril de 2014 | 20h23

RIO - Há cinco dias, o estudante de Agronomia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Luiz Alberto Araújo da Silva, 20 anos, ingere apenas água e soro caseiro. Nesta segunda-feira, 7, ele iniciou uma greve de fome por melhores condições para os alunos carentes na universidade e está na frente do gabinete da Reitoria. Cerca de 2 mil alunos estão em greve desde 17 de março.

Silva morava no Complexo da Maré e se mudou para Campos dos Goytacazes quando ingressou na Uenf por meio de cota para estudantes negros. Ele disse ao site regional Campos 24 Horas que manterá a greve de fome até que o reitor Silvério de Paiva Freitas converse com os alunos grevistas.

"Estamos mobilizados cobrando inúmeras coisas, entre as quais o aumento das bolsas de assistência estudantil, fundamentais para permanência do estudantes carentes na universidade. A bolsa de assistência de R$ 300 é inviável. Com a greve de fome, tento sensibilizar o governo do Estado e a reitoria para as nossas reivindicações. A Uenf não pode ser só para quem tem condições financeiras. Vamos até as últimas consequências", disse Silva ao portal.

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