Por dentro do Mackenzie

Fachada de tijolinhos dos prédios dá um ar de college americano a área de 70 mil m²

Carolina Stanisci, Especial para O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2009 | 05h50

Os tijolos vermelhos nas fachadas lembram um college americano. Mas o burburinho é bem brasileiro. Fundado em 1870 para ser uma escola de educação infantil, o Mackenzie cresceu mais do que sonhavam seus fundadores, o pastor americano George Chamberlain e a mulher, Mary. Depois de mudar duas vezes de endereço, em 1880 a universidade fincou raízes no bairro de Higienópolis. Hoje, o câmpus tem mais de 40 prédios espalhados por cerca de 70 mil m². Para conhecer melhor o lugar e o clima, tivemos como guias os alunos de Arquitetura Carolina Haddad e Carlos Perondi Wieck, ambos de 20 anos.   Carlos, ainda no 6º semestre do curso, já conhece bem a história do Mackenzie. "Na portaria da (Rua) Itambé ficam os prédios mais bonitos e antigos: o Centro Histórico, a Biblioteca George Alexander, a Faculdade de Direito." O centro, diz, é de 1895. "É o mais antigo. Esse tipo de construção começou na área rural da Inglaterra do século 19." Os prédios são tombados e estão em bom estado. Wieck reserva só uma crítica, justamente à sua faculdade, de estilo moderno: "Ficou descaracterizada depois das reformas."   Carolina dá o veredicto: no ranking dos mais sisudos do câmpus ganham disparado os alunos do Direito. "Muitos trabalham em escritórios." Apesar disso, as festas mais agitadas são as dos bacharéis. Alunos da Engenharia, que em 1968 enfrentaram a turma de Filosofia da USP numa batalha histórica na Rua Maria Antonia, agora se dedicam a atividades amenas, como paquerar as meninas. "Elas não gostam de ser assediadas, mas vão direto ao Diretório Acadêmico." O motivo? O xerox lá é mais barato. "Quer saber? Todo mundo aqui é mackenzista roxo. Ninguém de fora pode falar mal daqui. Só a gente."

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