Por causa da greve, aulas na BA devem seguir até janeiro

Professores da rede estadual estão parados há dois meses; categoria pede aumento de 22%

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

12 Junho 2012 | 17h02

SALVADOR - Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 12, os professores da rede estadual de ensino da Bahia resolveram manter a greve iniciada em 11 de abril e apresentaram uma nova pauta de reivindicações ao governo estadual. Os grevistas não abrem mão do reajuste salarial linear para a categoria de 22,22%, mas já aceitam que o aumento seja dividido, desde que até o fim do ano. Além disso, os docentes exigem que o reajuste seja aplicado também aos vencimentos de aposentados.

 

O governo afirma não ter espaço no orçamento para conceder o reajuste a toda a categoria. Os 22,22% de aumento salarial foram dados apenas aos professores que não têm ensino superior, para que eles fossem enquadrados no novo piso nacional da educação. Para os que já tinham curso superior completo - e ganhavam mais que o piso -, foi dado o mesmo reajuste salarial concedido a todos os servidores estaduais este ano, de 6,5%.

 

Na semana passada, para tentar por fim à greve, o governo propôs uma antecipação nos programas de progressão de carreira aos docentes, com passagens de nível em novembro deste ano e abril do ano que vem, mediante a participação dos professores em cursos de qualificação. Inicialmente, as progressões estavam previstas para os novembros de 2013 e de 2014. Com as avanços na carreira, os reajustes salariais chegariam, segundo o governo, a entre 22% e 26%, até abril.

 

Com mais uma decisão de manter a greve, a Secretaria de Educação da Bahia já estuda formas para repor os dias de aulas perdidos, que chegam a 45. A maior possibilidade é que o ano letivo seja estendido até janeiro. Segundo levantamento da secretaria, metade das 1.412 escolas estaduais tem o funcionamento comprometido por causa da paralisação. Cerca de 730 mil alunos são afetados pelo impasse.

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