Políticas de acesso às universidades paulistas devem ser revistas, diz especialista

Elizabeth Balbachevsky defende que Fatecs incluam mais alunos de escolas públicas que universidades estaduais

Bárbara Ferreira Santos e Victor Vieira,

29 Outubro 2013 | 00h00

Para Elizabeth Balbachevsky, especialista em ensino superior, as universidades paulistas devem rever as políticas de acesso para incluir ainda mais alunos de escolas públicas. "Não importa o mecanismo, de bônus ou de cotas, a competição é muita alta nessas instituições. Como a demanda é grande, inclui pouca gente."

Elizabeth defende que a inclusão seja promovida mais pelas faculdades de tecnologia (Fatecs) do que pelas estaduais. "A universidade de pesquisa não pode ser responsável pela massificação." Apenas com as políticas de bônus, diz, dificilmente USP e Unicamp alcançarão a taxa de 50% de oriundos da rede pública.

Para Frei David Santos, diretor executivo da ONG Educafro, a alta competitividade faz com que candidatos desistam da vocação. "Alunos negros e outros da rede pública estão na licenciatura porque perceberam que a concorrência em Medicina é injusta."

A Unesp, que adota cotas no vestibular, aprovou a meta de ter 50% de alunos de escola pública até 2018. Unicamp e USP, que dão bônus, não fixaram prazos.

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