Polícia no Chile reprime estudantes com bombas de gás lacrimogêneo

Cerca de mil oficiais foram deslocados para a região central da capital para impedir que uma marcha fosse formada

Ansa

04 Agosto 2011 | 16h49

A polícia chilena reprimiu estudantes nesta quinta-feira, 4, com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água, impedindo que um protesto por melhorias no sistema educacional do país fosse iniciado.

Cerca de mil oficiais foram deslocados para a região central da capital para impedir que uma marcha convocada pela Assembleia de Coordenação dos Estudantes do Ensino Médio (Aces, na sigla em espanhol) fosse formada. Fontes afirmaram que os jovens se sentaram para demonstrar a natureza pacífica da manifestação. Porém, alguns estudantes foram presos durante a operação policial.

A marcha é uma das duas programadas para acontecer nesta quinta-feira, um dia antes das entidades estudantis darem uma resposta definitiva sobre uma proposta de reforma educacional entregue pelo governo na segunda-feira.

Segundo a imprensa local, a polícia chilena está adotando várias medidas para evitar a concentração e a manifestação de qualquer grupo de estudantes em Santiago.

O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, afirmou na quarta-feira, 3, que qualquer protesto seria considerado "fora da lei".

"As marchas se encontram fora da margem da lei, porque não foram autorizadas. Parece-me inconveniente que os movimentos estudantis e o Colégio de Professores se sintam no direito de realizar mobilizações. No Chile, ninguém está sobre a lei", disse Hinzpeter.

Na manhã de quinta-feira, estudantes e funcionários do setor educacional do Chile ergueram barricadas em 12 pontos da capital para protestar.

Há dois meses, as escolas e universidades públicas estão ocupadas e uma ampla mobilização, que chegou a reunir cerca de 400 mil pessoas nas ruas do Chile no final de junho, pede melhorias na educação.

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