Polícia Militar faz desocupação da reitoria da USP

Nota dos funcionários em greve protesta contra ação e acusa os policiais de 'atitude provocativa'

01 Junho 2009 | 16h12

A Polícia Militar removeu os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) que, em greve, vinham impedindo o acesso ao prédio da reitoria da instituição, por meio de piquetes, desde o dia 27 de maio. Segundo nota da reitoria, a desocupação foi realizada "por ordem judicial e de forma pacífica".

 

Piquete de funcionários bloqueia reitoria da USP

"Da mesma forma, foram liberadas as entradas do Prédio da Antiga Reitoria, da Coordenadoria do Campus, da Coordenadoria de Assistência Social, do Centro de Práticas Esportivas, do Museu de Arte Contemporânea, do Museu de Arqueologia e Etnologia e da Creche Oeste, que também estavam bloqueados", prossegue o texto publicado no website oficial da USP.

 

Na nota, a reitoria afirma que "reconhece o direito de reivindicação de seus servidores", mas pondera que "não pode se omitir diante de ações violentas e tumultuosas".

 

Manifestação pede o fim da presença da Polícia MIlitar no câmpus. Valéria Gonçalvez/AE

 

Já o comando da greve dos funcionários denuncia a desocupação como "um ato de repressão inadmissível". Texto encaminhado á imprensa e assinado por Claudionor Brandão diz que a universidade "amanheceu completamente sitiada pela polícia".

 

A nota ainda acusa os policiais de manterem "atitude provocativa frente aos trabalhadores (...) buscando abertamente causar incidentes".

 

A pauta de reivindicações do Fórum das Seis, entidade representativa de funcionários, professores e alunos da USP, Unesp e Unicamp, inclui reposição da inflação dos últimos 12 meses , estimada em 6%, mais 10% de aumento salarial e uma parcela fixa de R$ 200. Eles também pedem uma política salarial para o Centro Paula Souza, que administra o ensino técnico do Estado.

 

Outras reivindicações são contratações por concurso público, políticas de permanência estudantil, creche para filhos de funcionários e estudantes e o fim do curso a distância aberto pela primeira vez neste ano para formação de professores da rede pública.

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