DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Polícia libera estudantes que ocuparam Centro Paula Souza

Protesto no prédio do centro de SP durou cerca de duas horas e meia e terminou pouco antes das 20h, quando a PM entrou no local e prendeu os manifestantes

Bruno Ribeiro e Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2016 | 08h12

SÃO PAULO - A Polícia Civil liberou na manhã desta sexta-feira, 4, cerca de 30 estudantes que foram detidos depois de ocupar durante quase duas horas e meia a sede do Centro Paula Souza (CPS), na Santa Ifigênia, região central da capital paulista, nesta quinta-feira, 3.

Os alunos foram levados ao 2º Distrito Policial (Bom Retiro), no centro, onde foi registrado boletim de ocorrência por dano ao patrimônio. A liberação ocorreu por volta das 2 horas.

Os estudantes que ocuparam o Paula Souza apoiam às manifestações de secundaristas contra a reforma do ensino médio e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que limita os gastos públicos. O grupo também cobrava liberação de mais verbas para as Faculdades de Tecnologia de São Paulo (Fatecs). 

A ocupação ocorreu às 17h30 e terminou pouco antes das 20 horas, quando a Polícia Militar invadiu o prédio e deteve os manifestantes. A polícia não jogou bombas para garantir a reintegração, mas estudantes gritaram que haviam levados golpes de cassetete. Ninguém da corporação se pronunciou a respeito.

A ocupação foi limitada ao prédio administrativo. Para terminar o ato, um grupo de policiais atraiu a atenção dos manifestantes, enquanto outro grupo os cercou, entrando por um acesso lateral. Jovens que acompanhavam a manifestação do lado de fora disseram que a PM novamente se valeu do entendimento do Estado de promover ações de reintegração de posse, mesmo sem mandado judicial, em caso de prédios públicos - a chamada autotutela. 

O CPS informou que os estudantes foram retirados pacificamente pela Polícia Militar duas horas depois da invasão e não teriam chegado a apresentar suas reivindicações ao CPS. “E não é verdade que a evasão nas Fatecs seja de 60%. A desistência varia para cada um dos 72 cursos e em nenhum caso se aproxima desse patamar.”  /COLABOROU ISABELA PALHARES

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