Polícia identifica mais vítimas de trote violento em Santa Fé

Priscila Callado Soares e Adrian Carlos da Silva de Souza tiveram queimaduras nas costas e na barriga

Chico Siqueira, Especial para o Estado,

13 de fevereiro de 2009 | 20h38

A Polícia Civil identificou mais duas vítimas do trote que causou queimaduras em estudantes da Fundação de Educação e Cultura (Funec) de Santa Fé do Sul, no interior de São Paulo. Uma delas, a estudante Priscila Callado Soares, de 20 anos foi ouvida na noite de quinta-feira, 12. A outra é o estudante Adrian Carlos da Silva de Souza, de 20 anos, que deve ser ouvido na segunda-feira, 16, dia em que os dois passarão por exames de corpo de delito para verificar a gravidade dos ferimentos. Priscila teve queimaduras nas costas e Adrian, na barriga.   Veja também: Polícia identifica suspeita de queimar calouros em Santa Fé  Conte a sua história de trote Você tem imagens de trote? Envie ao Foto Repórter Editorial: Os selvagens debiloides Vítima de trote em Leme-SP aponta 2 veteranos à polícia Trote leva calouro para o hospital, em Leme (SP) Pesquisador diz que prática é medieval   O delegado Gervásio Favaro, responsável pelas investigações, disse que Priscila e Adrian foram atacados quando estavam brincando na 'fila do elefantinho', a mesma em que Jéssica da Silva Rezende, 17 anos, participava quando foi queimada por um produto químico supostamente despejado por uma aluna do segundo de Pedagogia.   Segundo o delegado, os dois apontaram a mesma estudante como autora das queimaduras, no entanto não acredita que ela tenha atuado sozinha. 'Estamos procurando coautores desses crimes. È possível que ela tenha sido incentivada por outros alunos e estamos atrás deles', afirmou o delegado. Favaro disse ainda que vai ouvir a estudante acusada somente no final do processo, assim como a diretoria da fundação.   No entanto, ele não acredita que possa haver responsabilidade da escola. 'Conheço essa faculdade há mais de 20 anos, e durante este tempo nunca aconteceu nada semelhante lá', afirmou Favaro. 'Porém, se ficar comprovado que houve omissão ou participação nos crimes, os responsáveis da escola também poderão ser punidos', completou.   Segundo o delegado, o laudo da estudante Priscila Vieira Muniz, de 18 anos, que está grávida de três meses e que foi a mais atingida pelas queimaduras (costas, coxas, braço e nádegas) apresentou conclusão 'indeterminada', por isso, ela deverá passar por novos exames no dia 10 de março para saber se as lesões foram graves ou leves.

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