Polícia é chamada para retirar punks de prédio na USP

Grupo ocupava imóvel abandonado pela Reitoria na Cidade Universitária

Cedê Silva e Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

07 Janeiro 2012 | 01h44

SÃO PAULO - A Polícia Militar foi chamada na quinta-feira, 5, para retirar punks que ocupavam um prédio abandonado pela administração da Universidade de São Paulo (USP) dentro da Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste da capital. A PM diz que cumpriu ordem judicial de reintegração de posse, mas a Reitoria nega que tenha feito o pedido.

 

A ação ocorreu após o jornal O Estado de S. Paulo mostrar o acampamento montado por punks anarquistas e antifascistas no espaço. O imóvel continua sujo e com paredes e vidros pichados.

 

O prédio é conhecido como Centro de Vivência da USP. Foi fechado para reforma em 2006 e reaberto em 2009 para abrigar lojinhas, a Farmácia Universitária, a FarmaUSP, e a Editora da Universidade de São Paulo. Mas foi invadido por estudantes logo após a entrega. Os alunos deixaram o local no ano passado. Lá funcionam as sedes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Associação dos Pós-Graduandos (APG).

 

Nesta sexta, 6, a PM esteve novamente no espaço, porque teria havido um “princípio de confusão” entre estudantes e agentes da Guarda Universitária. Convênio assinado em setembro do ano passado reforçou o policiamento no câmpus.

 

Após a saída dos ocupantes, trabalhadores sem uniformes pregaram tapumes para bloquear dois acessos ao prédio. Sobraram uma pequena entrada, que leva à cozinha, e outras que levam às salas do DCE e da APG. Seis guardas universitários vigiavam o serviço.

 

Estudantes próximos à Vivência não quiseram dar entrevista, mas falaram que não permitiriam o bloqueio do acesso à cozinha. Apenas um cavalete velho, facilmente contornável, fechava a entrada. Por volta de 20 horas, quando a reportagem deixou o câmpus, algumas pessoas levaram para dentro do prédio uma grande bacia. Pouco tempo antes, os homens que haviam pregado as placas de madeira deixaram o local em dois carros sem identificação.

 

 

A Assessoria de Imprensa da Reitoria disse que a polícia apareceu espontaneamente no prédio. Informou ainda que o local foi fechado para dar início a uma nova reforma. O destino do imóvel ainda não está decidido, mas ele deverá finalmente funcionar de acordo com a proposta original.

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