Poli vai receber mentes brilhantes da USP

A Escola Politécnica deve receber neste ano a maioria das mentes brilhantes da Fuvest. A entidade divulgou nesta sexta-feira a lista dos 20 melhores desempenhos no vestibular, e os três primeiros - além de outros seis - conseguiram vagas em engenharia. A maior nota do exame, do qual participaram 160 mil vestibulandos, foi a de Mauricio Matsumoto, que não quis conceder entrevista."Eu achei a prova difícil e até deixei questões de matemática em branco", diz a terceira colocada e primeira mulher a aparecer na relação, Angela Shanchi Chieh, de 17 anos. Os dois eram alunos da mesma classe do Colégio Bandeirantes, na zona sul da capital.Na escola, Mauricio já havia conquistado notoriedade na 7ª série, quando conseguiu penetrar no seguro sistema de computadores, que guarda, entre outras informações, as notas de todos os alunos.Angela não fez cursinho, mas dedicou o último ano apenas aos estudos para conseguir sua vaga na Universidade de São Paulo (USP), uma tradição na família de origem chinesa. O pai, a mãe e o irmão estudaram na USP.Na lista dos melhores da Fuvest, aparece também um garoto de apenas 16 anos. Além de conseguir o 4º lugar no curso de Medicina na Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Henrique Munhoz Piotto pode escolher onde quer estudar. Foi aprovado ainda na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual Paulista (Unesp) e Federal de São Paulo (Unifesp), nesta última, em segundo lugar.O futuro universitário, morador da periferia da capital, tem apenas uma preocupação depois de tantos feitos. "Ainda não posso dirigir. Minha mãe vai querer me levar até a porta da faculdade e deixar um lanchinho na hora do almoço."Filho único de uma professora aposentada da rede estadual e um engenheiro, ele entrou na 1ª série já com 5 anos. "Gustavo foi sempre muito maduro", diz a orgulhosa mãe, Regina Piotto. Segundo ela, o garoto terminou o ensino médio com autorização especial da secretaria da educação, já que era um ano mais novo que a idade considerada adequada.Regina se apressa em contar que o filho também não fez cursinho e estudou em um colégio particular, próximo do bairro onde mora, o Jardim Penha. "O grande problema do vestibular não é o que você sabe e sim o nervosismo", diz Gustavo, que foi o 14º colocado entre todos os candidatos da Fuvest.Aos 15 anos, o garoto já havia experimentado o mesmo pódio em 2002, quando ficou em 1º lugar entre os treineiros - aqueles que não terminaram o ensino médio e fazem a prova apenas como um teste. Ganhou R$ 300 em livros como prêmio. "Mas gosto mesmo é de ler jornal, revista, tudo o que é novidade."

Agencia Estado,

07 de fevereiro de 2003 | 23h29

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