PMs de batalhão que policia USP recebem do PCC, diz relatório

Policiais ganham dinheiro de traficantes de favela vizinha à Cidade Universitária

Estadão.edu,

29 Março 2012 | 12h36

Relatórios da divisão de inteligência da Polícia Civil afirmam que policiais militares do 16.º Batalhão, responsável pela segurança da região que inclui a Cidade Universitária da USP, recebem dinheiro de traficantes da Favela São Remo ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

De acordo com reportagem exibida pela TV Bandeirantes na terça-feira, 27, a investigação realizada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que se infiltrou na São Remo, denunciou que o PCC paga semanalmente "elevados valores" a policiais militares que atuam na região. 

 

Em maio de 2011, o estudante Felipe Ramos de Paiva, aluno da FEA, foi morto na Cidade Universitária. Segundo o relatório do DHPP, Irlan Graciano Santiago e Daniel Celeste de Souza, moradores da São Remo e assassinos confessos do estudante, recebiam proteção dos traficantes da favela.

 

Em nota enviada ao Estadão.edu nesta quinta-feira, 29, a Secretaria de Segurança Pública afirma que os relatórios de inteligência não são peças de Polícia Judiciária, sendo vedado seu uso em inquéritos policiais. Segundo a nota, depois de processados e caso sejam consistentes, tais relatórios são repassados às unidades de inteligência e unidades policiais.

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