WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Polícia Militar se afasta do Centro Paula Souza

Um dia depois de a Justiça considerar ilegal a PM no prédio da instituição, imóvel e ruas do entorno ficaram vazias nesta terça-feira

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

03 Maio 2016 | 12h44

SÃO PAULO - Depois de a Justiça considerar ilegal a entrada da Policia Militar no prédio ocupado do Centro Paula Souza, o imóvel e o entorno ficaram, na manhã desta terça-feira, 3, sem nenhum policial. Desde quinta-feira, 28, quando os alunos ocuparam a unidade por melhorias na alimentação escolar, a polícia acompanhava o protesto. 

As quatro ruas do entorno do prédio - Ruas dos Andradas, Timbiras, Aurora e General Couto de Magalhães - que haviam sido bloqueadas nesta segunda-feira, 2, foram liberadas para o tráfego de veículos. 

Após passar a sexta noite no local, mais uma vez, os alunos não permitiram a entrada dos funcionários no prédio. Comandados pela superintendente do centro, Laura Lagana, os servidores da autarquia fizeram um abraço coletivo no imóvel ocupado. Alguns gritavam que queriam trabalhar e outros xingaram os estudantes. 

A servidora Maria de Lourdes Cerqueira, de 38 anos, que é do setor de limpeza da autarquia,  chegou às 6 horas para o trabalho e esperou até as 10 horas pela decisão dos alunos. "Eu entendo e acho a reivindicação justa, mas eles estão prejudicando os funcionários. Só queremos trabalhar."

Inae Lima, de 17 anos, aluna da Etec Carapicuíba, disse que os estudantes não liberaram a entrada dos funcionários por questões de segurança da ocupação. "Nós só saíremos daqui quando todas as Etecs tiverem merenda de qualidade. Não merenda seca, mas a refeição adequada para alunos que ficam oito horas na escola."

 

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