Hélvio Romero/AE
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PM lança gás contra alunos

Estudantes protestavam contra a adoção do Enem pelo Mackenzie

Cedê Silva, Lorena Amazonas e Juliana Deodoro, Especial para o Estado,

21 Março 2012 | 21h36

Alunos da universidade Mackenzie protestaram na manhã de ontem contra o uso da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 para preencher parte das vagas do processo seletivo do meio de ano da instituição. Às 13 horas, a Polícia Militar jogou gás de pimenta em estudantes que tentavam pular o muro para voltar à universidade.

Segundo a PM, 800 pessoas participaram da manifestação, que bloqueou faixas da Rua da Consolação, entre 11 e 12 horas, no sentido Rebouças. Só uma das quatro pistas da via foi liberada, o que prejudicou o trânsito na região central de São Paulo.

“A prova sempre aparece na imprensa ligada a escândalos e vazamentos. Não podemos deixar que o reitor, que nunca pisou no Mackenzie antes de assumir o cargo, altere o vestibular”, disse o presidente do Centro Acadêmico de Direito, Rodrigo Rangel. O ato foi organizado pelo DCE e pelos CAs de Direito e Arquitetura.

O protesto começou com um apitaço nos corredores da universidade. Depois de paralisar a Consolação, os estudantes seguiram para a Rua Maria Antônia, aos gritos de “Enem, não, Mackenzie é tradição”.

Em nota, o Mackenzie lamentou os “transtornos causados nas ruas em decorrência de tais manifestações”. “O Enem pode ser considerado o mais democrático e inclusivo dos processos seletivos no País. Nesse sentido, o Mackenzie segue o exemplo de outras instituições educacionais de primeira linha no Brasil, tanto públicas quanto privadas, que já incluíram a iniciativa em sua seleção.”

O uso do Enem 2011 para preencher parte das vagas do próximo vestibular causa polêmica desde a publicação do edital do processo seletivo, neste mês. A nota será usada como único instrumento de classificação dos candidatos para parte das vagas oferecidas.

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