PM investiga jovens que impediram encontro do MEC

A Polícia Militar do Amazonas está investigando a ação de um grupo de jovens que impediu, na última quarta-feira, a realização da primeira audiência pública sobre a reforma universitária em Manaus. O grupo invadiu o centro de convenções onde seriarealizado o encontro, quebrou equipamentos de som e se recusou a participar do debate, mas também não deixou os delegados inscritos iniciarem o encontro.Os jovens chegaram ao local em quatro ônibus. De acordo com informações iniciais recebidas pelo Ministério da Educação, havia estudantes de outros Estados além do Amazonas e também pessoas ligadas a sindicatos. Gritando palavras de ordem como ?Ninguém fala, ninguém ouve?, o grupo tomou conta do centro de convenções e impediu a realização da audiência.Houve empurra-empurra, troca de agressões e danos ao equipamento do local. O MEC analisa a possibilidade de ter sido uma ação patrocinada contra a proposta de reforma da universidade.?Eles foram convidados a participar do encontro, mas se recusaram. Adotaram uma posição obscurantista, arrogante, autoritária, procurando infligir medo às pessoas, semelhante à ação dos grupos paramilitares de direita que agiamdurante o regime militar?, disse o ministro da Educação, Tarso Genro.O ministro não estava presente, mas vários secretários do ministério compareceram ao encontro, que terminou sendo transferido para a tarde, em um hotel da cidade.Jairo Jorge, chefe de gabinete do ministério, explica que convidou os manifestantes a participar do debate - o que eles recusaram - e chegou a pedir que nomeassem uma comissão para negociar, o que eles também não teriam aceitado.Depois da confusão, manifestantes alegaram ter sido agredidos por seguranças do local. Segundo Jairo, não havia nenhum segurança no centro de convenções.O ministro criticou, ainda, a postura do reitor da Universidade Federal do Amazonas, Hidemberg da Frota, que classificou de ?contemplativa?. Tarso afirmou que pretende enviar uma carta à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) relatando o caso e pedindo aos reitores que confirmem o apoio às reformas.

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