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Pivô da máfia da merenda falta a depoimento em CPI na Alesp

Preso em janeiro pela Operação Alba, ex-presidente da Coaf Cassio Chebabi apontou ao MP e à polícia tucanos como beneficiários de propina paga

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 14h52

SÃO PAULO - Pivô da máfia da merenda em São Paulo, o ex-presidente da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) Cassio Chebabi faltou ao depoimento marcado para esta terça-feira, 16, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Estado São Paulo (Alesp) para investigar o esquema de superfaturamento de contratos de alimentação escolar com o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e prefeituras paulistas, além do pagamento de propina de agentes públicos e políticos.

A presença de Chebabi era muita aguardada pelos parlamentares da oposição. Após ser preso pela Operação Alba Branca em janeiro deste ano, apontou em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Civil de Bebedouro, na região de Ribeirão Preto, o presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), e o deputado federal e ex-secretário estadual de Transportes Duarte Nogueira (PSDB) como beneficiários da propina paga pela Coaf. Ambos negam.

O presidente da CPI, Marcos Zerbini (PSDB), disse que a comissão ainda vai avaliar qual medida tomar em relação à falta de Chebabi a uma convocação da comissão. Em acordo de delação premiada com o MPE, Chebabi admitiu as fraudes em licitações para fornecimento de suco de laranja. Executivos e vendedores da cooperativa afirmam que ele foi o grande operador do esquema criminoso. 

O executivo disse que Capez e Nogueira receberam uma propina de 10% sobre contratos da Coaf com a Secretaria de Estado da Educação no governo Alckmin, que assinou três negócios com a cooperativa no valor de R$ 13,5 milhões para fornecimento de suco de laranja.

Ele cita ainda que o lobista Marcel Ferreira Júlio, filho do ex-deputado Leonel Júnior, e o vendedor da Coaf César Augusto Lopes Bertholino como operadores da máfia responsáveis pelos pagamentos de propina. Marcel Júlio também fez acordo para colaborar com as investigações.

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