Piquetes de grevistas fazem USP mudar local da Feira de Profissões

Evento será no Parque de Ciência e Tecnologia da universidade, na zona sul; funcionários estão acampados em frente à reitoria

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

05 Agosto 2014 | 14h04

Atualizada às 20h41

SÃO PAULO - A série de piquetes de grevistas no câmpus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste, fez a reitoria mudar o local que abrigará a Feira de Profissões, que começa nesta quinta-feira, 7, e vai até sábado, 9. Nesta terça-feira, 5, a USP Leste também definiu que o início do segundo semestre da unidade será somente no dia 18. 

A feira ocorrerá no Parque de Ciência e Tecnologia da USP, na Água Funda, zona sul. Atos dos grevistas motivaram a decisão. Eles bloquearam as entradas da reitoria, do centro de práticas esportivas, onde seria o evento, e de outros oito prédios. A programação da feira está mantida.

Dezenas de manifestantes amanheceram ontem em barracas na frente a reitoria e prometem ali ficar até a retomada da negociação salarial. Funcionários cruzaram os braços há 72 dias contra o congelamento de salários, justificado pelos reitores com a crise financeira das instituições. Parte dos professores, que também pararam, cancelou as aulas na primeira semana do segundo semestre letivo. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde houve grande adesão, praticamente todas as classes foram suspensas. Já em outras unidades, como a Escola Politécnica, a rotina de atividades acadêmicas é normal. 

A Comissão de Graduação da USP Leste decidiu nesta terça iniciar o segundo semestre da unidade no dia 18, com duas semanas de atraso em relação ao calendário da USP. O câmpus foi liberado pela Justiça em julho, após mais de um semestre de interdição por problemas ambientais. Segundo a diretoria, as matrículas serão feitas até a próxima semana e as aulas terminam em 19 de dezembro. O primeiro semestre ainda vai até o dia 15. No início do ano, a volta às aulas também atrasou em seis semanas, por causa do fechamento do câmpus e da falta de espaço adequado para as atividades. 

Unicamp. Dezenas de funcionários e alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) protestaram nesta terça durante reunião do Conselho Universitário. Os servidores reivindicaram o reajuste salarial e a reitoria disse que enviará uma nova proposta à categoria nesta quarta. Já os alunos pediam a manutenção do curso noturno de arquitetura, o que seria discutido na reunião. 

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