Piquete atrasa reunião do Conselho Universitário da USP

O sindicato afirma que poderá haver greve em agosto, caso as reivindicações não sejam atendidas

Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo,

17 de junho de 2008 | 15h52

Funcionários e estudantes da USP realizaram um piquete na manhã desta terça-feira, 17, na frente da reitoria, atrasando a reunião do Conselho Universitário. Houve discussão entre membros do conselho e manifestantes.   Segundo o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, os funcionários reivindicam um aumento salarial de R$ 200 referente a uma promessa do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Também exigem melhora no atendimento de saúde oferecido pela universidade e um reajuste salarial de 10% só para os trabalhadores da USP.   Carvalho afirma que os estudantes exigiam a aplicação de 5% dos recursos da universidade em assistência estudantil (moradia, refeitório, transporte etc.). "Foi um compromisso assumido na desocupação da reitoria", aponta.   O transporte dentro do campus, os refeitórios e algumas bibliotecas estão paralisados. O sindicato afirma que poderá haver greve em agosto, caso as reivindicações não sejam atendidas.   Depois da tentativa frustrada de entrar na reitoria às 11 horas, membros do conselho reuniram-se no prédio da Fuvest para discutir a melhor forma de lidar com a manifestação.   Há poucas horas a reunião do Conselho Universitário recomeçou, na reitoria. Segundo a assessoria de imprensa da universidade, foi necessário um mandado judicial para dispersar o piquete.   Mais à tarde, a reitoria da USP emitiu nota oficial sobre o ocorrido:   Em razão do piquete de alunos e servidores técnico-administrativos e conseqüente obstrução aos acessos do prédio da Reitoria da USP no dia de hoje (17/06), que impediu a entrada de funcionários, bem como a realização da reunião ordinária do Conselho Universitário, órgão máximo da Instituição, a Universidade impetrou ação judicial de Interdito Proibitório com pedido de liminar.   A ação foi deferida pelo M.M. Juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que reconheceu estarem configurados no piquete e na obstrução do prédio o esbulho e a turbação da posse.   O referido magistrado emitiu ordem para que os alunos e funcionários responsáveis por tais atos liberassem os acessos ao prédio da Reitoria, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00.   Por volta das 15h, as entradas do edifício foram desobstruídas e as atividades da Administração Central da USP voltaram à normalidade, realizando-se, inclusive, a reunião do Conselho Universitário.   São Paulo, 17 de junho de 2008   (Atualizado às 17h21)

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