PF já indiciou 80 pessoas por fraude em concursos públicos

Operação Tormenta investiga suposta quadrilha que fraudava exames no País há pelo menos 16 anos

Fabiana Marchezi, do estadão.com.br

15 Julho 2010 | 16h48

SÃO PAULO - Pelo menos 80 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal até esta quinta-feira, 15, em razão da Operação Tormenta, que investiga uma suposta quadrilha que fraudava concursos públicos em todo o País há pelo menos 16 anos.

A quadrilha atuava em exames como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e tinha acesso antecipado ao caderno de questões das provas. Os candidatos que participavam do esquema tinham acesso às respostas por meio de ponto eletrônico durante os concursos.

A operação foi deflagrada há um mês e já ouviu mais de cem pessoas. Outras cem ainda devem ser ouvidas nos próximos 40 dias, até a conclusão do inquérito. Na ocasião, a PF prendeu os 12 principais operadores da quadrilha, todos em São Paulo. Ao todo, 34 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Baixada Santista e região de Campinas.

Entre os presos está o suposto chefe do esquema e um agente da Polícia Rodoviária Federal. Todos foram levados para a delegacia da PF em Santos, onde foram ouvidos e, depois, removidos para a Custódia da PF em São Paulo.

Os exames mais visados pelo grupo envolviam carreiras estratégicas de Estado, como auditor da Receita Federal, policial federal, oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e peritos de agências reguladoras. O valor do gabarito variava de US$ 50 mil a 150 mil - cerca de R$ 270 mil.

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