PF diz não ter 'informações suficientes' para inquérito sobre suposto vazamento do Enem

À tarde, porém, delegado tinha afirmado que havia indícios de que tema da redação vazou no NE

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

09 Novembro 2010 | 22h36

Apesar de o delegado da Polícia Federal Alexandre de Almeida Lucena ter afirmado à tarde haver indícios de que o tema da prova de redação do Enem vazou em Pernambuco e no Piauí, a PF afirmou em nota à noite que “não houve instauração de inquérito policial para apuração de qualquer fato relativo ao referido exame, em razão de não existirem, até o momento, informações suficientes para fundamentar a instauração”.  O inquérito é uma fase posterior, mas não está descartado.

Também em nota, o Ministério da Educação informou que as provas da região do Sertão de São Francisco ficaram estocadas no quartel do 72º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército em Petrolina (PE) e só foram distribuídas na manhã de sábado e de domingo.  “Não haveria possibilidade de estudantes terem acesso ao tema da redação na noite de sábado ou na manhã de domingo, porque o pacote de provas estava lacrado e foi aberto na presença dos estudantes”, diz a nota. “Quanto ao tema que teria vazado, ‘Trabalho e escravidão’, o MEC também esclarece que o tema da redação da prova aplicada, ‘Trabalho e dignidade’, é justamente o oposto.”

 

Apesar das alegações do MEC sobre o tema, um dos dois textos de apoio a prova de redação tratava da questão da escravidão. Intitulado "O que é trabalho escravo", ele tinha como argumento central o fato de ainda haver no País pessoas submetidas a condições de trabalho degradantes apesar de a escravidão ter sido abolida pela  Lei Áurea, de 1888.  

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