Pesquisa leva professor da UFRJ a ganhar quase US$ 100 mil em prêmios

Um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)vai receber dois prêmios internacionais, que, juntos, chegam a quase US$ 100 mil. Por suas pesquisas sobre catalisadores antipoluentes para veículos, Martin Schmal viaja para a Alemanha em março para ser premiado na Fundação Humboldt e, em abril, vai ao México, onde o próprio presidente Vicente Fox lhe entregará outra recompensa pelo trabalho desenvolvido na universidade.Nascido na Alemanha e naturalizado brasileiro, o engenheiro químico Schmal, de 65 anos, trabalha no desenvolvimento de sistemas para barrar a poluição de carros desde os anos 70. Este ano a Fundação Humboldt, uma instituição de pesquisa independente com sede em Berlim, escolheu o professor para ser o beneficiado com o valor de 50 mil euros (cerca de US$ 55 mil) para o desenvolvimento de seus estudos. A fundação premiacerca de 30 pesquisadores do mundo todos os anos.Com o dinheiro, Schmal deverá passar cerca de um ano na Alemanha pesquisando no Instituto Max Planct, que já é parceiro do professor no estudo que desenvolve na Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe-UFRJ). A fundação alemã escolheu Schmal por suas pesquisas com catalisadores para veículos movidos a diesel. "Além de gastar com a minha permanência na Alemanha, estou pensando em investir parte do dinheiro em bolsas para novos pesquisadores e doutorandos", afirmou o professor.Já o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia mexicano escolheu Schmal entre 70 cientistas concorrentes de 17 países da América Latina e Caribe (incluindo Espanha e Portugal). Em abril, em data ainda não definida, o presidente Vicente Fox entregará um cheque de US$ 40 mil ao professor da UFRJ pelo conjunto de suas pesquisas na área de poluição ambiental e desenvolvimento de catalisadores. A cerimônia será realizada na Cidade do México. "Nunca pensei em ganhar tanto dinheirocom as minhas pesquisas", diz. "Mas não estou reclamando. Vou poder gastar bastante", brinca.

Agencia Estado,

10 de fevereiro de 2003 | 17h54

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