Pesquisa da Amcham mostra que 34% das empresas já criaram programas para a Geração Y

Para fazer levantamento, Câmara Americana de Comércio ouviu 87 gestores de RH de organizações

Larissa Linder, Estadão.edu

15 Setembro 2010 | 17h20

Uma pesquisa recém-concluída pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostrou o quanto as empresas brasileiras têm corrido para se adaptar à Geração Y (jovens nascidos entre 1979/80 e 1990/95), a nova força de trabalho, nascida com a cultura da instantaneidade estimulada pela internet. Dos 87 gestores de Recursos Humanos ouvidos pela Amcham, um índice significativo, de 34,5%, afirmou já ter criado planos de carreira específicos para esses jovens, que prevêem, por exemplo, horários flexíveis.

 

“Eles têm essa cultura de querer tudo para ontem. Entram um dia na empresa, e no outro já querem ser diretores”, diz Renato Grinberg, especialista em carreiras e diretor do site Trabalhando.com. “Se não encontram isso, mudam de empresa”.

 

As empresas participantes da pesquisa têm, em média, 30% dos funcionários na faixa etária da Geração Y.  São jovens que querem horários flexíveis, crescimento rápido e planos de carreira bem estabelecidos. Como forma de reter esses talentos, 40% das empresas adotaram a flexibilidade de horários.

 

Um exemplo disso é a Dell. “Nós damos horários flexíveis e feedback constante. Não é nada difícil e vale a pena para a organização, que consegue ficar com esses jovens”, conta Adolpho Mendes, recrutador da empresa.  Segundo ele, 80% dos estagiários da Dell acabam sendo efetivados.

 

Para Samantha Yang, de 26 anos, trainee da Mars, uma empresa mais rígida com certeza não a atrairia. “O que me afastaria de uma empresa seria me prenderem muito com regras, ou não me darem liberdade para eu mostrar meu trabalho. Outra coisa seria não ter feedback dos gestores; acho essencial", avalia.

 

Mais da metade dos participantes da pesquisa afirmaram que, entre os maiores desafios para lidar com estes profissionais, está a necessidade constante de motivação.

 

Contudo, para Grinberg, a Geração Y tem de levar em conta o fato de que os dois lados precisam se adaptar. “O jovem também tem que pensar no que ele tem a oferecer para a empresa”, diz.

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