José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Permanência da ocupação da reitoria da USP será votada nesta quinta

Prédio foi tomado por alunos na terça-feira, quando também se optou por greve geral; estudantes querem eleições diretas para reitor e outras mudanças no processo eleitoral

Renato Vieira, O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2013 | 11h48

Atualizada às 12h21

SÃO PAULO - O Diretório Central Acadêmico (DCE) da Universidade de São Paulo (USP) convocou para as 18h desta quinta-feira, 3, uma assembleia geral para decidir sobre os rumos da greve geral e da ocupação da reitoria, iniciadas na terça-feira. O prédio foi invadido durante a tarde, depois de o Conselho Universitário, máxima instância da instituição, não atender às mudanças pedidas pelo corpo discente para a escolha do reitor, como a eleição direta.

Na assembleia geral, irão participar, além dos estudantes do câmpus da Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, os campi da USP Leste, Santos, São Carlos, Lorena, Ribeirão Preto e Piracicaba.

Na manhã desta quarta-feira, o departamento permanecia ocupado, mas lideranças disseram não saber o número de pessoas que estavam lá dentro. Segundo o DCE, cerca de mil alunos participaram da assembleia que decidiu pela ocupação, na noite de terça.

Nesta quarta serão convocadas assembleias em todas as unidades da USP individualmente para deliberar sobre a greve geral. Além da ocupação e da greve, devem estar na pauta o pedido para anular as decisões do Conselho Universitário, a realização de nova reunião e o adiamento das eleições para reitor. As solicitações forma protocoladas pelo DCE.

"A Universidade de São Paulo é uma das mais retrógradas no que diz respeito às estruturas de poder", disse nesta manhã a Vanessa Monteiro, representante do DCE. "Não estamos falando aqui apenas de votar para reitor, mas de uma democratização de fundo".

Luiz Gustavo da Cunha Soares, representante discente da pós-graduação no Conselho Universitário, defende maior transparência do CO em suas decisões e explica o que levou à ocupação. "Estamos exigindo um CO aberto, que foi o que nos motivou ontem (terça) a parar a reunião. Exigimos a abertura do CO para que a comunidade como um todo pudesse decidir sobre um tema tão importante quanto a democracia dentro da universidade mais importante da América Latina."

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